Lula sonha em reverter privatização da Eletrobras e BR Distribuidora em Sergipe

Lula diz sonhar em reverter privatizações de empresas estratégicas

© Ricardo Stuckert / PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reacendeu, nesta sexta-feira (29), o debate sobre o controle estatal de grandes corporações ao declarar, em evento no estado de Sergipe, seu “sonho” de reverter a privatização de importantes empresas, como a Eletrobras e a BR Distribuidora. A afirmação, carregada de críticas às vendas de ativos públicos realizadas por gestões anteriores, reforça a visão do mandatário de que processos de desestatização são, muitas vezes, fruto da “falta de competência” dos responsáveis por administrar essas companhias.

Visita à Fafen-SE e o Contexto da Declaração

A manifestação do presidente ocorreu durante sua visita à Fafen-SE, em Pedra Branca, no município sergipano de Laranjeiras. A unidade industrial, que será reativada para a produção de fertilizantes, serviu de cenário para Lula reforçar sua tese sobre a importância estratégica do controle público de infraestruturas e serviços essenciais. Em seu discurso, ele abordou a possibilidade de o governo federal retomar o controle de empresas que considera vitais, lamentando, contudo, as barreiras legais e financeiras impostas para tal recompra.

Eletrobras: Um Sonho com Preço Elevado

Lula expressou abertamente seu desejo de ver a Eletrobras novamente sob gestão estatal. O presidente destacou que a estrutura da privatização da gigante de energia impôs condições que dificultam enormemente uma eventual reestatização. “É importante vocês saberem que eu ainda sonho em trazer a Eletrobras de volta, para ser uma empresa pública neste país. A privatização foi tão canalha que disseram que será três vezes mais caro para o governo comprar”, enfatizou, apontando para o que considera ser uma manobra para inviabilizar a reversão do processo.

BR Distribuidora e a Longa Espera para Reaquisição

A BR Distribuidora, empresa que ainda ostenta o nome Petrobras em sua identidade, também foi mencionada como um alvo da visão presidencial de reestatização. Para Lula, a forma como a venda foi conduzida é “sórdida”, e os termos contratuais estabelecidos para sua eventual recompra são excessivamente restritivos. “É como a BR [Distribuidora], que ainda usa o nome da Petrobras. Se a gente quiser comprar de volta, só será [possível] em 2029”, pontuou o chefe do Executivo, ressaltando o longo período de espera para uma possível ação do governo.

Críticas à Gestão de Empresas Públicas

Em uma tônica crítica aos argumentos pró-privatização, o presidente associou a decisão de vender empresas públicas à incapacidade de gestão dos quadros indicados para administrá-las. Segundo ele, o problema não reside na natureza pública da empresa, mas na inabilidade de seus dirigentes. “Tem gente que acha que é só vender. É gente que não tem competência. Eles desmontam a coisa pública para entregar de graça, por não saberem administrar nem lidar com o trabalhador”, argumentou Lula, reforçando a ideia de que a desestatização, por vezes, mascara falhas gerenciais.

Fonte e Fotos: Agência Brasil

https://agenciabrasil.ebc.com.br/politica/noticia/2026-05/lula-diz-sonhar-em-reverter-privatizacoes-de-empresas-estrategicas

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