Goiânia: Prefeitura lança programa ambiental com R$ 500 milhões para Zonas de Desenvolvimento Sustentável.

Goiânia terá Zonas de Desenvolvimento Sustentável e 16km de corredores verdes

Presidente da Amma, Zilma Peixoto, explica que o enfrentamento das mudanças climáticas se dará por soluções baseadas na natureza (Foto: Alex Malheiros)

A capital goiana está prestes a receber um robusto investimento de R$ 500 milhões para impulsionar sua transformação urbana em um modelo de sustentabilidade, por meio da Agenda Goiânia Mais Verde. O projeto de Zonas de Desenvolvimento Sustentável (ZDS), classificado na segunda edição do FinanCidades 2026, é a aposta da prefeitura para combater os efeitos das mudanças climáticas e elevar significativamente a qualidade de vida dos cidadãos.

A iniciativa estratégica, batizada de Agenda Goiânia Mais Verde, foi formalmente apresentada pelo prefeito Sandro Mabel e representa uma resposta direta da administração municipal aos crescentes desafios impostos pelas mudanças climáticas. Seus pilares incluem a ambiciosa meta de expandir a arborização urbana, aprimorar os sistemas de drenagem pluvial e promover a integração harmônica entre parques, microbacias hidrográficas e os principais eixos urbanos da cidade.

A concretização desse aporte financeiro resultou da bem-sucedida apresentação do projeto de Zonas de Desenvolvimento Sustentável por parte da Agência Municipal do Meio Ambiente (Amma) a uma série de instituições financeiras internacionais. O engajamento foi total: a proposta de Goiânia atraiu o interesse de todos os bancos participantes, pavimentando o caminho para o acesso a recursos do Fundo Clima. Embora o montante de R$ 500 milhões esteja assegurado para a execução dos projetos ambientais, sua liberação depende de tramitação interna na Secretaria Municipal da Fazenda.

### Infraestrutura Verde e Mobilidade Sustentável

O projeto das Zonas de Desenvolvimento Sustentável (ZDS) detalha um conjunto abrangente de intervenções para a capital. Entre as principais soluções, destacam-se a construção de jardins de chuva, mecanismos vitais para promover a infiltração da água no solo, e a criação de extensas ciclovias, incentivando a mobilidade ativa. Adicionalmente, o plano prevê o desenvolvimento de corredores que interligarão parques e áreas verdes, formando uma malha ecológica coesa.

No que tange à infraestrutura urbana e à gestão de resíduos, a iniciativa contempla a instalação de 2 mil pares de lixeiras ecológicas, 500 novos bancos e a implementação de 230 Pontos de Entrega Voluntária (PEVs) para recicláveis. Uma robusta infraestrutura dedicada à mobilidade sustentável também será edificada ao longo desses corredores verdes, reforçando o caráter inovador dos projetos ambientais propostos.

### Estratégia Sustentável e Visão Futura

Para a presidente da Agência Municipal do Meio Ambiente (Amma), Zilma Peixoto, a estratégia para lidar com os desafios climáticos em Goiânia se fundamenta em soluções inspiradas na própria natureza. Ela destaca a escala do projeto: “Serão 16 km de corredores verdes que vão ligar oito parques e sete microbacias da capital. Essa é apenas a primeira etapa do projeto. Neste primeiro momento, cerca de 100 jardins de chuva vão ser construídos, combatendo a impermeabilização do solo e tornando Goiânia cada vez mais eficiente no enfrentamento às mudanças climáticas”.

Fonte e Fotos: Prefeitura Municipal de Goiânia

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