Trabalhadores protestam no Aeroporto de Guarulhos contra escala 6×1

Manifestação no Aeroporto de Guarulhos pede fim da escala 6x1

© Fabiano Polayna/Siemaco-SP

O Aeroporto Internacional de Guarulhos, na Grande São Paulo, testemunhou nesta quarta-feira (20) uma vigorosa manifestação de trabalhadores que ergueram suas vozes em um clamor unificado pelo fim da escala 6×1. Com faixas, cartazes e o ritmo de um batuque insistente, o protesto atravessou o saguão do terminal aéreo, simbolizando a busca por melhores condições de trabalho e mais qualidade de vida para milhares de profissionais.

A mobilização, articulada por diversas entidades sindicais, transcende a mera disputa trabalhista, conforme sublinhou Cristiano Rodrigo, presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Prestadoras de Serviços Auxiliares de Transporte Aéreo do Estado de São Paulo (Sinteata). Ele contextualizou a luta, abordando seus impactos profundos na vida dos profissionais.

“Estamos falando de saúde física, saúde mental, convivência familiar e dignidade humana. O trabalhador não pode viver apenas para trabalhar. Quem acorda de madrugada, enfrenta jornadas exaustivas e mantém serviços essenciais funcionando diariamente também precisa ter tempo para descansar, estudar, cuidar da família e viver com qualidade de vida.”

A Luta Pelo Fim da Escala 6×1: Dignidade e Qualidade de Vida

Para os representantes dos trabalhadores, o modelo de jornada 6×1, que exige seis dias de trabalho para apenas um de descanso, é uma prática que compromete o bem-estar e a integração social dos indivíduos. O ato em Guarulhos, portanto, serviu não apenas como um grito de protesto, mas também como uma denúncia pública contra as condições laborais consideradas exaustivas e que, segundo as categorias, “desumanizam” a cadeia produtiva.

Essa realidade da escala 6×1 foi reforçada por Paulo Henrique Oliveira, diretor da Fenascon: “A 6×1 é uma jornada que prejudica muito o trabalhador em sua essência, porque ele não consegue ter tempo para a sua família e para si. Isso desumaniza toda a cadeia produtiva”.

Pressão sobre o Legislativo e Outras Pautas

A forte mobilização no aeroporto também objetivou enviar um recado claro ao Congresso Nacional. Cristiano Rodrigo, do Sinteata, enfatizou a urgência de uma resposta legislativa às demandas da categoria, reforçando que a voz das ruas deve ser ouvida pelos parlamentares. A reivindicação central, o fim da escala 6×1, é apresentada pelos sindicatos como um avanço social inadiável para o Brasil.

“O Congresso Nacional precisa ouvir as ruas, ouvir quem sustenta a economia todos os dias com esforço e dedicação. O fim da escala 6×1 representa um avanço social necessário e urgente para o Brasil”.

Além da pauta central sobre o fim da escala 6×1, os manifestantes também aproveitaram a ocasião para advogar pela aprovação do Projeto de Lei 4146/2020. Esta proposta legislativa, atualmente em tramitação no Congresso, busca regulamentar a profissão dos trabalhadores da limpeza urbana e garis, trazendo mais segurança e reconhecimento à categoria. A manifestação contou com a adesão de importantes entidades sindicais, como a Federação dos Trabalhadores em Serviços, Asseio e Conservação Ambiental, Urbana e Áreas Verdes no Estado de São Paulo (Femaco), o Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Prestadoras de Serviços Auxiliares de Transporte Aéreo do Estado de São Paulo (Sinteata), a Federação Nacional dos Trabalhadores em Serviços, Asseio e Conservação, Limpeza Urbana, Ambiental e Áreas Verdes (Fenascon) e o Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Prestação de Serviços de Asseio e Conservação e Limpeza Urbana de São Paulo (Siemaco-SP).

Fonte e Fotos: Agência Brasil

https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2026-05/manifestacao-no-aeroporto-de-guarulhos-pede-fim-da-escala-6×1

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