Estudantes da USP, Unesp e Unicamp se confrontam com vereadores em SP

Vereadores provocam universitários em SP e ato tem confronto

© Guilherme Farpa/Divulgação

Uma manifestação de estudantes universitários, que clamavam por melhorias na permanência estudantil, escalou para um confronto direto nesta segunda-feira (11) na região central de São Paulo, quando vereadores do União Brasil se envolveram em uma altercação com os manifestantes. O incidente, ocorrido próximo à reitoria da Unesp, marcou a segunda-feira de protestos de universitários da USP, Unesp e Unicamp, que reivindicam mais apoio do governo estadual.

Tensão na Manifestação Estudantil

A assembleia dos universitários, que servia como ponto de partida para as reivindicações por melhores condições de permanência estudantil e suporte do governo estadual às instituições de ensino superior, acontecia nas imediações da sede da Unesp. A pauta principal dos estudantes focava na defesa de investimentos e políticas que garantam a permanência de todos nas universidades públicas. Contudo, o cenário pacífico do protesto foi abruptamente alterado pela chegada dos vereadores Rubinho Nunes, Douglas Garcia e Adrilles Jorge, todos do partido União Brasil. Segundo relatos dos próprios estudantes, a presença dos parlamentares foi acompanhada de provocações que rapidamente se transformaram em agressões físicas.

Versões Divergentes e Acusações Mútuas

Ainda nas redes sociais, os vereadores Rubinho Nunes e Adrilles Jorge emitiram declarações sobre sua participação no ato. Eles afirmaram que se dirigiram ao local com o intuito de “ensinar aos estudantes que eles não podem fazer greve”. Rubinho Nunes, por sua vez, utilizou seu perfil digital para informar ter sido alvo de um soco no rosto, o que, segundo ele, resultou na fratura de seu nariz. Em um outro registro, a ativista Simone Nascimento, ligada ao PSOL, divulgou um vídeo em que questiona o vereador, sendo, em resposta, alvo de ofensas proferidas por ele.

Uma narrativa distinta sobre o início da violência foi apresentada pelo Diretório Central dos Estudantes da USP. Conforme a entidade, a confusão se iniciou quando um pedestre agrediu o vereador Rubinho Nunes. A partir desse ponto, Nunes teria reagido com socos e chutes contra estudantes e sindicalistas que participavam do ato, os quais, então, revidaram às agressões. A Agência Brasil informou que tentou contato com os dois vereadores citados para obter suas versões, mas aguarda retorno.

Intervenção Policial e o Desdobramento do Protesto

Diante da escalada do conflito na região central de São Paulo, a Polícia Militar foi acionada para conter a violência. A corporação confirmou o tumulto: “Houve uma briga generalizada no local. A confusão foi contida pela PM. Não há informação sobre feridos”. Após a intervenção e a dispersão dos focos de agressão, a Polícia Militar também informou que a manifestação dos estudantes retomou seu curso de forma pacífica. Mesmo com os episódios de violência, os universitários decidiram dar continuidade à greve que se aproxima de completar um mês.

O Contexto da Greve Estudantil e Reivindicações

A manifestação desta segunda-feira (11) tinha como um dos objetivos acompanhar de perto uma reunião crucial entre as representações das reitorias, professores e funcionários das universidades estaduais. No entanto, o conselho que reúne essas entidades optou por desmarcar o encontro, justificando a decisão pelo receio de uma possível invasão à reitoria da Unesp. Essa preocupação ganha contexto com os eventos da semana anterior, quando estudantes da USP ocuparam a reitoria da universidade no campus Butantã após uma manifestação. O prédio da reitoria da USP foi desocupado no domingo anterior ao confronto.

Fonte e Fotos: Agência Brasil

https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2026-05/vereadores-provocam-universit%C3%A1rios-em-sp-e-ato-tem-confronto

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