Combate à dengue será prioridade da Coalizão Global do G20 liderada pelo Brasil

Combate à dengue é primeiro desafio de coalizão global de saúde

© Fernando Frazão/Agência Brasil

Em um esforço conjunto para promover a saúde global, o Ministério da Saúde anunciou que o combate à dengue será a prioridade inicial da Coalizão Global para Produção Local e Regional, Inovação e Acesso Equitativo, iniciativa liderada pelo Brasil durante sua presidência no G20 em 2024. A coalizão visa facilitar o acesso a medicamentos, vacinas e tecnologias de saúde, especialmente em países em desenvolvimento.

Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, a escolha da dengue se justifica por sua natureza endêmica em mais de 100 países, afetando potencialmente mais da metade da população mundial. Ele apontou que a expansão da doença está intrinsecamente ligada às mudanças climáticas, com o aumento de temperaturas e umidade criando condições ideais para a transmissão. “Essa expansão está diretamente relacionada às mudanças climáticas no mundo, que têm provocado o aumento das temperaturas, novo volume de chuvas e níveis mais elevados de umidade: condições favoráveis para a sua transmissão. Assim como ocorre com outras arboviroses, como febre amarela, zika, chikungunya e febre oropouche”, disse o ministro.

A Fiocruz será responsável pelo secretariado executivo da coalizão, buscando aplicar sua experiência internacional para atingir os objetivos estabelecidos. Mario Moreira, presidente da Fiocruz, destacou a cooperação estruturante com outros países, especialmente na África e América Latina, visando fortalecer a competência local em ciência, tecnologia e, em alguns casos, na indústria.

Adicionalmente, o Ministério da Saúde anunciou o início da produção nacional do imunossupressor Tacrolimo, essencial para pacientes transplantados. A transferência de tecnologia foi realizada em parceria com a Índia, garantindo a autonomia do país na produção desse medicamento vital, utilizado por cerca de 120 mil brasileiros que dependem do SUS para adquiri-lo. De acordo com o ministro, “Cerca de 120 mil brasileiros recebem hoje o Tacrolimo pelo SUS, um medicamento que custa de R$ 1,5 mil a R$ 2 mil por mês. Uma pessoa transplantada vai tomar essa medicação ao longo de toda a vida”.

O ministro Padilha também informou sobre a instalação de um novo centro de competência para a produção de vacinas de RNA mensageiro (mRNA) na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), com investimento de R$ 65 milhões. Somando-se aos investimentos já realizados na Fiocruz e no Instituto Butantan, o Brasil passará a contar com três instituições públicas dedicadas à produção de vacinas de mRNA, fortalecendo a capacidade do país de responder a futuras pandemias e desenvolver tecnologias para outras doenças. “O Brasil passa a ter três instituições públicas produzindo vacinas de RNA mensageiro, o que permitirá não apenas absorver e desenvolver tecnologias para outras doenças, mas também estar preparado para responder rapidamente a novas pandemias ou ao surgimento de novos vírus”, complementou.

Fonte e Fotos: Agência Brasil

https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2026-03/combate-dengue-e-primeiro-desafio-de-coalizao-global-de-saude

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