Estudantes da USP, Unesp e Unicamp protestam em SP contra precarização do ensino.

Em ato na capital paulista, estudantes criticam políticas educacionais

© Guilherme Jeronymo/Agência Brasil

Milhares de estudantes universitários da USP, Unesp e Unicamp tomaram as ruas da zona oeste de São Paulo nesta quarta-feira (20) em um maciço protesto contra a precarização do ensino e a favor de maiores investimentos nas instituições. A mobilização, articulada pelos diretórios acadêmicos das três universidades, reuniu cerca de 10 mil pessoas, segundo estimativas da organização.

O grande cortejo estudantil partiu do Largo da Batata, no bairro de Pinheiros, e prosseguiu em caminhada por vias importantes da região, como a Avenida Faria Lima, até o Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista, localizado no Morumbi. O percurso destacou a abrangência da manifestação dos universitários na capital paulista.

Reivindicações Essenciais por uma Educação Superior Mais Justa

A principal pauta dos manifestantes mirou a gestão estadual, com os organizadores declarando que “a principal denúncia é contra a precarização do ensino e as privatizações feitas a mando do governador”. Além disso, os estudantes apresentaram uma série de reivindicações urgentes, incluindo a destinação de mais verbas para programas de permanência estudantil, a qualificação das atividades acadêmicas, a contratação de novos professores e o aprimoramento das políticas de moradia e alimentação para os alunos.

A passeata teve a maior parte de seus participantes composta por alunos da USP, que já se encontram em greve há aproximadamente um mês. Contudo, a adesão foi ampliada pela presença de diversas entidades sindicais, principalmente ligadas a trabalhadores da educação, e centenas de estudantes da Unesp e da Unicamp, que também registraram paralisações nas últimas semanas, unindo forças em prol da educação pública.

Acompanhamento Policial e Denúncias de Excesso

Durante o deslocamento para a capital, representantes estudantis da Unesp e da Unicamp relataram incidentes de fiscalização excessiva por parte da Polícia Rodoviária Federal (PRF) sobre os ônibus que transportavam os manifestantes. A assessoria da PRF, no entanto, não emitiu pronunciamento sobre as alegações. Já a Polícia Militar de São Paulo manteve uma barricada a cerca de 500 metros do Palácio dos Bandeirantes para controle do acesso. Em comunicado oficial, a PM informou que “o planejamento operacional foi estruturado para garantir a segurança de todos, preservar a ordem pública e assegurar o direito de ir e vir da população”, acrescentando que não houve registro de ocorrências durante a mobilização universitária.

Diálogo Governamental e Investimentos na Educação

A Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado de São Paulo informou que acompanha de perto a situação, mantendo diálogo com as reitorias das universidades estaduais. A pasta reforçou seu compromisso, afirmando que “as tratativas com os estudantes estão em andamento nas três instituições, e a pasta permanece à disposição para apoiar as administrações no diálogo e na busca de soluções para as demandas apresentadas”. A secretaria também destacou os investimentos recentes na educação superior em SP, revelando que, desde 2023, a gestão atual destinou mais de R$ 64,3 bilhões às instituições, valor que representa um aumento de 28,9% em comparação com os repasses realizados nos quatro anos anteriores.

A manifestação estudantil, que transcorreu pacificamente, tinha previsão de término por volta das 20h desta quarta-feira, sem registros de conflitos.

Fonte e Fotos: Agência Brasil

https://agenciabrasil.ebc.com.br/educacao/noticia/2026-05/em-ato-na-capital-paulista-estudantes-criticam-politicas-educacionais

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