Estudantes protestam contra cortes em universidades na Avenida Paulista, SP
© Guilherme Jeronymo/Agência Brasil
A luta por mais investimentos na educação superior ganhou as ruas de São Paulo novamente na noite desta quarta-feira (17), quando centenas de estudantes universitários bloquearam a Avenida Paulista, um dos principais cartões-postais da capital. O protesto, concentrado nas imediações do Museu de Arte de São Paulo (MASP), teve como alvo os persistentes cortes de recursos que afetam as universidades públicas paulistas, culminando em uma marcha em direção à Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp).
### Onda de Mobilizações Contra Cortes de Verbas
A manifestação desta semana é mais um capítulo de um movimento que se intensifica desde fevereiro, caracterizado por ações constantes e pacíficas. Os universitários articulam suas reivindicações em torno de pautas cruciais para o ensino e a pesquisa no estado: aprimoramento das políticas de permanência estudantil, garantia de financiamento adequado, melhoria da infraestrutura e a necessidade urgente de maiores investimentos em educação e pesquisa.
A Universidade de São Paulo (USP), principal instituição de ensino do estado, foi palco de uma das mais notórias paralisações recentes. Estudantes da USP mantiveram uma greve por mais de 40 dias, que só foi oficialmente encerrada no começo deste mês. Durante o período de mobilização, as exigências incluíam o fortalecimento das políticas de permanência estudantil, o fim da terceirização dos serviços de restaurantes universitários, a instauração de um diálogo contínuo sobre a gestão dos espaços acadêmicos, a priorização orçamentária para a educação e, enfaticamente, o fim dos cortes no orçamento da universidade.
A intensa campanha dos alunos da USP, segundo eles próprios, foi fundamental para a abertura de diálogo com a reitoria, um dos objetivos centrais da greve.
### Engajamento Além da Capital e Resposta do Governo
A onda de descontentamento e reivindicações não se limitou à capital paulista. Acadêmicos de outras importantes instituições de ensino superior, como a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e a Universidade Estadual Paulista (Unesp), também organizaram suas próprias mobilizações e protestos em apoio às causas comuns.
Diante da série de protestos e das demandas apresentadas pela comunidade acadêmica, o governo estadual mantém sua posição de que as demandas devem ser tratadas pelas reitorias das universidades, direcionando a responsabilidade de negociação e resolução para as administrações internas de cada instituição.
Fonte e Fotos: Agência Brasil
https://agenciabrasil.ebc.com.br/educacao/noticia/2026-06/estudantes-protestam-contra-cortes-nas-universidades-de-sp

