Fiocruz isola viajante de Uganda com malária sob suspeita de ebola no Rio
© Fernando Frazão/Agência Brasil
Uma investigação intensiva sobre um caso suspeito de Ebola mobiliza o Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas, vinculado à Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro, desde o último sábado (30). Um viajante de nacionalidade belga, procedente de Uganda, na África, foi internado com sintomas virais e, embora exames preliminares tenham detectado malária, o aguardado resultado do teste sanguíneo para o temido vírus de febre hemorrágica ainda não foi divulgado.
Ao dar entrada na unidade de saúde com queixas de tosse, calafrios e diarreia, o protocolo de atendimento especializado para doenças infecciosas foi imediatamente acionado pela Fiocruz. A instituição optou pelo isolamento do paciente até que se obtenha um diagnóstico definitivo, uma vez que sua proveniência de Uganda levanta preocupações com a potencial exposição ao vírus Ebola, que tem circulado naquele país africano. A própria Fiocruz enfatizou, em comunicado divulgado neste domingo (31), que “A medida é de precaução, considerando o histórico de viagem do paciente”.
As análises iniciais, realizadas ainda no sábado com amostras de saliva e urina do indivíduo, já determinaram a presença de malária e descartaram, em um primeiro momento, a infecção pelo Ebola. Contudo, a investigação crucial para o diagnóstico conclusivo de Ebola depende do resultado da amostra de sangue, que permanece sob análise. A Fundação Oswaldo Cruz, até o momento, não especificou a previsão para a divulgação deste último e decisivo laudo.
### Monitoramento e Entendimento da Transmissão do Vírus
Em paralelo à assistência ao paciente, as secretarias municipal e estadual de Saúde estão colaborando com a Fiocruz para o monitoramento de todas as pessoas que tiveram algum tipo de contato com o viajante. A instituição faz questão de reiterar que “o vírus não é transmitido por via respiratória”, diferentemente da gripe comum, e que sua disseminação ocorre exclusivamente por contato direto com sangue, tecidos ou fluidos corporais de indivíduos ou animais infectados, um fator importante na prevenção do Ebola.
A condição do belga é analisada em um cenário global de alerta, com um surto de Ebola atualmente ativo em nações da África Central. O epicentro desta onda está localizado no Congo, com registros de casos também em Uganda, de onde o viajante partiu. Caracterizado por provocar febre hemorrágica, o vírus Ebola é conhecido por sua elevada taxa de letalidade.
Atuando como instituição de referência no Brasil para o atendimento médico e a realização de testes diagnósticos em casos suspeitos de Ebola, a Fiocruz tem expertise consolidada na gestão de situações como esta. Apesar da vigilância, a organização reforça que o risco de transmissão do vírus em território nacional é considerado baixo, garantindo a tranquilidade da população frente ao Ebola no Brasil.
Fonte e Fotos: Agência Brasil
https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2026-05/rio-belga-testa-positivo-para-malaria-mas-fiocruz-nao-descarta-ebola
