Gestante em Valparaíso de Goiás obtém alimentos gravídicos na Justiça.

Mulher sem auxílio do suposto pai consegue alimentos gravídicos em Valparaíso de Goiás

Mulher sem auxílio do suposto pai consegue alimentos gravídicos em Valparaíso de Goiás

Uma gestante de 36 semanas em Valparaíso de Goiás conquistou na Justiça o direito fundamental aos alimentos gravídicos, uma decisão crucial que garante suporte financeiro vital até o nascimento do bebê. A medida, obtida por meio de ação ajuizada pela Defensoria Pública do Estado de Goiás (DPE-GO), surge após a mulher relatar a interrupção do auxílio financeiro por parte do suposto pai durante o período gestacional, agravando sua vulnerabilidade e a necessidade de custear despesas essenciais.

A Busca por Justiça e o Apoio da DPE-GO

A beneficiada, identificada como Mariana (nome fictício para preservar sua identidade), buscou a Defensoria Pública após o rompimento da comunicação com o suposto pai e a consequente falta de assistência. A situação de abandono financeiro trouxe à tona a dificuldade em arcar com as crescentes demandas da gravidez. “Quando ele parou de me responder, percebi que não iria receber nenhuma ajuda”, relatou Mariana, destacando o momento em que a necessidade de apoio legal se tornou evidente.

Com a interrupção do suporte desde fevereiro, a gestante, que possui renda mensal inferior a um salário mínimo, enfrentava sérios obstáculos para cobrir gastos com alimentação adequada, exames pré-natais, medicamentos, consultas médicas e a aquisição de itens para o enxoval do futuro bebê. A Defensoria Pública de Goiás, atuando para proteger os direitos maternos e fetais, foi essencial nesse processo.

A Atuação Legal e a Decisão Judicial sobre Alimentos Gravídicos

A proposição da ação de alimentos gravídicos foi conduzida pela defensora pública Jéssica Santos Ângelo, que atua na 1ª Defensoria Pública Especializada de Atendimento Inicial de Famílias e Sucessões de Valparaíso de Goiás. A iniciativa visa assegurar que a mãe e o nascituro tenham suas necessidades básicas atendidas, dada a presunção de paternidade e a responsabilidade que dela decorre.

Ao examinar o pleito, o juízo da 4ª Vara Cível e de Família e Sucessões de Valparaíso de Goiás considerou robustos os indícios de paternidade apresentados no processo. Evidências como conversas trocadas por aplicativo de mensagens e outros registros foram cruciais para demonstrar que o suposto pai tinha pleno conhecimento da gravidez de Mariana. Tais elementos foram suficientes para fundamentar a decisão que garante o amparo financeiro necessário à gestante.

Suporte Essencial até o Nascimento

Com a determinação judicial, o suposto pai será obrigado a efetuar o pagamento mensal de um valor correspondente a 30% do salário mínimo vigente. Este auxílio será mantido de forma contínua até o nascimento da criança, período no qual os alimentos gravídicos cumprirão sua função de garantir um desenvolvimento saudável para o bebê e amparo à mãe.

A conquista judicial trouxe um alívio significativo para Mariana, que viu na Defensoria Pública um porto seguro em um momento de incerteza. “Foi então que decidi tomar coragem e recorrer à Defensoria Pública. Eu senti que era o certo a se fazer e recebi todo o apoio que precisava”, afirmou, ressaltando a importância do acesso à justiça para garantir a proteção de direitos fundamentais em Valparaíso de Goiás e em todo o estado de Goiás.

Fonte e Fotos: ROTA JURÍDICA

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