Ministro Durigan participa do G7 na França e busca investimentos em minerais estratégicos
© Lula Marques/ Agência Brasil.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, desembarca em Paris nesta segunda-feira (18) para uma agenda de alta relevância estratégica e econômica, marcando sua segunda viagem internacional à frente da pasta desde que assumiu o comando após a saída de Fernando Haddad. A capital francesa sedia encontros cruciais do G7, onde o Brasil participa como país convidado, e será palco para discussões sobre temas como inteligência artificial, segurança energética global e o papel do Brasil no cobiçado mercado de minerais críticos.
Diplomacia Financeira e Geopolítica
A programação do chefe da equipe econômica brasileira inicia imediatamente com a participação na reunião de ministros das Finanças e presidentes de Bancos Centrais do G7, que reúne Estados Unidos, Alemanha, Japão, Reino Unido, França, Itália e Canadá. Além das sessões formais do grupo, a segunda-feira (18) do ministro Durigan em Paris inclui eventos focados no diálogo com diversos segmentos, como representantes da sociedade civil e do setor privado francês.
O dia também reserva compromissos com a mídia e o pensamento estratégico. Pela manhã, Durigan participará de uma mesa redonda promovida pela revista Le Grand Continent, conhecida por suas análises sobre geopolítica. Em seguida, terá um almoço na redação do influente jornal Le Monde. À tarde, no horário local, a pauta se volta à inovação, com uma visita à startup francesa Mistral AI e uma reunião com seu CEO, Arthur Mensch. O encerramento do primeiro dia será com o jantar ministerial do G7.
Brasil e o Mercado de Minerais Críticos
Um dos focos principais da missão do ministro Dario Durigan na França é a projeção do Brasil como um ator estratégico no cenário global de minerais críticos. Em entrevista concedida ao programa Na Mesa com Datena, da TV Brasil, na semana passada, ele já havia antecipado essa prioridade.
Durigan afirmou que pretende aproveitar a viagem para apresentar o Brasil como alternativa estratégica no mercado global de minerais críticos.
Esses elementos, como terras raras, nióbio e grafeno, são considerados indispensáveis tanto para a indústria tecnológica quanto para a transição energética global, um mercado atualmente dominado em grande parte pela China. A visão do governo brasileiro, conforme explicitado pelo ministro, vai além da simples exportação.
Segundo Durigan, o governo quer ampliar investimentos estrangeiros no setor mineral brasileiro sem abrir mão do controle nacional sobre os recursos naturais.
A estratégia defendida pelo ministro inclui o incentivo à industrialização local e a agregação de valor à produção nacional, visando transformar o Brasil de mero fornecedor de matérias-primas em um player com uma cadeia produtiva mais robusta e desenvolvida na área mineral e energética.
Encontros Bilaterais e Desafios Globais
A terça-feira (19) será igualmente intensa para o ministro da Fazenda. Após a continuação da reunião do G7 com os demais ministros de Finanças e presidentes de Bancos Centrais, Durigan cumprirá uma série de encontros bilaterais importantes.
No período da tarde, depois do almoço ministerial, ele se reunirá com a ministra-delegada para Inteligência Artificial da França, Anne Le Hénanff, e em seguida, com a ministra das Finanças do Japão, Satsuki Katayama. A agenda de reuniões ainda prevê um encontro com o diretor-executivo da Agência Internacional de Energia (AIE), Fatih Birol. Este último ocorre em um momento de crescente preocupação internacional com o abastecimento energético, agravada pelo prolongado conflito no Oriente Médio.
Retorno ao Brasil e Cancelamento Anterior
Após cumprir todos os compromissos em Paris, Dario Durigan embarca de volta para o Brasil na noite de terça-feira (19), pelo horário da França. A chegada à capital brasileira está prevista para a manhã de quarta-feira (20), quando o ministro retornará imediatamente às suas agendas no Ministério da Fazenda em Brasília.
Inicialmente, esta etapa na França seria a segunda parte de uma viagem internacional mais extensa. A primeira incluiria a reunião do Novo Banco de Desenvolvimento (NBD), popularmente conhecido como Banco dos Brics, que ocorreria na Rússia. Contudo, o ministro havia cancelado a ida a Moscou após o fechamento do aeroporto da capital russa, que tem sofrido interrupções temporárias decorrentes de ataques de drones ucranianos na região.
Fonte e Fotos: Agência Brasil
https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-05/durigan-vai-franca-para-agenda-do-g7-e-reunioes-bilaterais

