Alckmin defende diálogo e reforço comercial em encontro Lula e Trump nos EUA

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© Paulo Pinto/Agência Brasil

O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, expressou otimismo, nesta segunda-feira (4), sobre o iminente encontro entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump em Washington. Na capital paulista, Alckmin ressaltou a expectativa de que o diálogo franco e o fortalecimento das relações bilaterais entre Brasil e Estados Unidos marquem a agenda desta semana, focando em laços econômicos e estratégicos.

Alckmin enfatizou a importância de cultivar a “boa química” observada em interações anteriores entre os líderes. “Eu torço para que essa boa química que ocorreu entre o presidente Lula e o presidente Trump possa fortalecer ainda mais em benefício dos dois grandes países, duas grandes democracias do Ocidente”, declarou a jornalistas.

Parceria Econômica Estratégica

A reunião entre os chefes de Estado é considerada vital pelo vice-presidente, sobretudo pela posição dos Estados Unidos como principal investidor no Brasil. Apesar de ser o terceiro parceiro comercial do país, atrás da China e da União Europeia, a nação norte-americana lidera o fluxo de capital estrangeiro. “Esse encontro é muito importante porque os Estados Unidos são o terceiro parceiro comercial do Brasil, atrás da China e da União Europeia. Mas ele é o primeiro investidor no Brasil. Então é [uma reunião] muito importante”, ponderou Alckmin.

Um dos pontos cruciais a serem abordados, segundo o vice-presidente, é a superação de barreiras comerciais e tarifárias que já afetaram as trocas entre os países. “A questão tarifária, nós sempre defendemos que tivesse uma relação melhor. Aquele tarifaço não tinha sentido porque os Estados Unidos têm déficit na balança comercial com muitos países do mundo, mas não tem com o Brasil”, ressaltou. A perspectiva atual é de um momento propício para aprofundar essa parceria e derrubar entraves não tarifários.

Geraldo Alckmin destacou ainda que a orientação do presidente Lula é no sentido de reforçar os laços entre Brasil e Estados Unidos, vislumbrando um cenário de “ganha-ganha” para ambas as nações. O Brasil sedia cerca de 3 mil a 4 mil empresas americanas, o que evidencia a robustez dessa relação. “O presidente Lula é do diálogo. Toda orientação é no sentido de fortalecer a relação Brasil e Estados Unidos. É um ganha-ganha. Nós temos aqui mais de 3 mil, quase 4 mil empresas americanas no Brasil. Acho que estamos vivendo um outro momento, passando o tarifaço. E agora é fortalecer essa parceria, derrubar também barreiras não tarifárias”, afirmou.

Há um terreno fértil para negociações em setores de alta tecnologia e recursos estratégicos, segundo o vice-presidente. Ele mencionou áreas como as big techs, terras raras e minerais estratégicos como focos de interesse mútuo. “Vai ter aqui o Redata, um programa para atrair data center. Tem muita oportunidade de investimentos recíprocos”, acrescentou Alckmin, sinalizando o potencial para novos investimentos e projetos conjuntos.

Programa Desenrola: Alívio para Famílias Endividadas

No mesmo dia, Geraldo Alckmin também comentou sobre o novo programa Desenrola, uma iniciativa anunciada na manhã desta segunda-feira pelo presidente Lula. A proposta visa oferecer um mecanismo de renegociação de dívidas para a população que aufere até cinco salários mínimos, abrangendo débitos de cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal.

Para o vice-presidente, o Desenrola surge como uma ferramenta essencial de apoio às famílias brasileiras. “O Desenrola é necessário porque vai ajudar as famílias. O desconto pode chegar a 90%. E ele vai garantir juros mais baixos, além de atender também pequenas empresas”, explicou Alckmin, sublinhando o impacto positivo do programa na economia doméstica e para o segmento empresarial de menor porte.

Cenário Sueco-Brasileiro e Acordo Mercosul-UE

Ainda em sua agenda desta segunda-feira (4), na capital paulista, Alckmin participou de um encontro na Câmara de Comércio Sueco-Brasileira. Na ocasião, o vice-presidente realçou a relevância da assinatura do acordo entre os países do Mercosul e os que compõem a União Europeia para a dinamização das relações comerciais. “Isso fortalece investimentos recíprocos, a integração produtiva e a complementaridade econômica”, declarou.

Dados da pesquisa Business Climate Survey 2026, divulgada hoje pela Câmara, reforçam a visão otimista. O estudo indicou que 63% das empresas suecas operando no Brasil preveem um aumento no abastecimento a partir da Europa com a concretização do acordo Mercosul-União Europeia. Adicionalmente, 49% dessas companhias antecipam a expansão das exportações do Brasil para o continente europeu.

Realizada entre 30 de janeiro e 6 de março deste ano com 60 empresas suecas, a pesquisa revelou que 73% delas registraram lucro em 2025 no Brasil. Este resultado foi classificado pela Câmara como “expressivo, especialmente diante de um cenário de desaceleração econômica e taxas de juros historicamente elevadas”. A confiança no mercado brasileiro é evidente, com 46% das empresas suecas confirmando planos de elevar seus investimentos no país nos próximos doze meses.

Fonte e Fotos: Agência Brasil

https://agenciabrasil.ebc.com.br/politica/noticia/2026-05/alckmin-espera-dialogo-e-boa-quimica-em-encontro-entre-lula-e-trump

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