Desocupação no Brasil Estável em 5,4% e População Ocupada Atinge Recorde em Janeiro de 2026
© Marcelo Camargo/Agência Brasil
O Brasil registrou uma taxa de desocupação de 5,4% no trimestre de novembro de 2025 a janeiro de 2026, mantendo-se estável em relação ao trimestre anterior, que apresentou o mesmo índice. Em comparação com o mesmo período do ano anterior, houve uma queda de 1,1 ponto percentual.
Segundo dados divulgados pelo IBGE, o número de desocupados no país é de aproximadamente 5,9 milhões de pessoas, o menor contingente da série histórica. Houve uma redução de 17,1% em relação ao ano anterior, representando 1,2 milhão de pessoas a menos sem ocupação.
A população ocupada atingiu 102,7 milhões, o maior número da série comparável, com um aumento de 1,7% em relação ao ano anterior, equivalente a 1,7 milhão de pessoas. O nível de ocupação, que corresponde ao percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar, alcançou 58,7%.
A taxa de subutilização da força de trabalho ficou em 13,8%, mantendo-se estável na comparação trimestral. Já a população desalentada atingiu 2,7 milhões, também apresentando estabilidade no trimestre e recuo de 15,2% no ano.
A força de trabalho, composta por pessoas ocupadas e desocupadas, manteve-se estável em 108,5 milhões de pessoas, registrando um aumento de 0,4% em relação ao ano anterior.
A coordenadora da Pnad Contínua, Adriana Beriguy, destacou o crescimento da massa de rendimento, impulsionado pelo aumento do número de pessoas trabalhando e pela valorização do salário mínimo. “O rendimento cresce tanto porque tem mais trabalhadores com vínculos mais estáveis, que seria a carteira de trabalho, como também dentro do segmento da informalidade. Esses trabalhadores informais também têm um crescimento do rendimento”, informou.
O rendimento real habitual de todos os trabalhos alcançou R$ 3.652, o maior valor da série histórica, com um aumento de 2,8% no trimestre e 5,4% no ano. A massa de rendimento real habitual atingiu R$ 370,3 bilhões, também um recorde, com um aumento de 2,9% no trimestre e 7,3% no ano.
Adriana Beriguy avaliou que os resultados do trimestre indicam estabilidade dos indicadores de ocupação, ressaltando que “Embora a entrada do mês de janeiro tenta a reduzir o contingente de trabalhadores, muitas vezes devido à dispensa de temporários, os efeitos favoráveis de novembro e dezembro reduziram o impacto desse movimento sazonal”.
Fonte e Fotos: Agência Brasil
https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-03/desemprego-fica-em-54-no-trimestre-encerrado-em-janeiro-de-2026
