Menopausa: Estudo Alerta para Impactos em Mulheres Negras e Vulneráveis e Apela por Políticas Públicas Específicas

Menopausa sem Segredo é tema do Caminhos da Reportagem de hoje

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Um estudo recente do Instituto Esfera, divulgado em Brasília, lança luz sobre a urgência de políticas públicas voltadas para as mulheres durante a menopausa, com foco especial nas mulheres negras e em situação de vulnerabilidade. A pesquisa ressalta que a menopausa afeta de maneira mais intensa mulheres negras e residentes em comunidades desassistidas, impactando tanto a saúde quanto o desempenho profissional.

A pesquisadora Clarita Costa Maia, em entrevista à Agência Brasil, destaca que essas mulheres, frequentemente arrimos de família, enfrentam uma fragilidade ainda maior no mercado de trabalho devido aos sintomas da menopausa, o que pode desestabilizar o núcleo familiar. “O que constatamos é que a menopausa tem um componente biológico que atinge mais as mulheres negras e há o cruzamento de vulnerabilidades. São mulheres que sentem a menopausa com mais peso, biologicamente e socialmente falando”, explicou.

O estudo aponta que tratar a mulher na menopausa é, por extensão, cuidar de toda a sua família. Além dos impactos físicos, a pesquisa alerta para as sérias consequências na saúde mental, como o aumento do risco de Alzheimer e depressão. A ocorrência da menopausa precoce também é um ponto de atenção, influenciada pelo estilo de vida contemporâneo.

Diante deste cenário, o estudo enfatiza a necessidade de um mapeamento nacional da menopausa para compreender a realidade brasileira e embasar políticas públicas efetivas. A ausência de uma política nacional estruturada acarreta custos significativos para a saúde, economia e cidadania das mulheres, com reflexos no sistema de saúde, na Previdência Social e na produtividade do país. Estima-se que 29 milhões de brasileiras estejam na menopausa, com 87,9% apresentando sintomas, mas apenas 22,4% buscando tratamento.

O documento ressalta: “A magnitude do problema é proporcional à sua invisibilidade. Tratar a menopausa como política pública não significa patologizar o envelhecimento feminino, mas reconhecê-lo como etapa legítima do ciclo de vida que demanda cuidado, informação e proteção institucional”.

Durante o evento de lançamento do estudo, a secretária de Informação e Saúde Digital do Ministério da Saúde, Ana Estela Haddad, mencionou que há uma crescente atenção à prevenção da saúde da mulher no contexto do envelhecimento populacional.

Fonte e Fotos: Agência Brasil

https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2026-03/estudo-pede-mais-politicas-publicas-para-reduzir-efeitos-da-menopausa

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