Feminicídio no Rio: Mulher com medida protetiva é assassinada no mesmo dia de pacto nacional contra feminicídio
© Marcelo Camargo/Agência Brasil
Em um dia marcado pela assinatura do Pacto Nacional Brasil contra o Feminicídio pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, um caso de feminicídio chocou o Rio de Janeiro. Amanda Loureiro da Silva Mendes, de 25 anos, foi assassinada em Quintino, subúrbio carioca, mesmo estando sob medida protetiva contra o ex-marido.
O crime ocorreu quando Amanda foi abordada pelo agressor, armado, próximo ao seu local de trabalho. Imagens de câmeras de segurança registraram uma breve discussão antes dos disparos fatais. Apesar de ter sido socorrida, a vítima não resistiu aos ferimentos.
A rápida ação da polícia, auxiliada pela análise das gravações, permitiu a localização do criminoso em Madureira, bairro vizinho. O homem já possuía antecedentes criminais, incluindo uma condenação por homicídio em 2019.
As investigações revelaram que o casal havia se separado há quatro meses, após sete anos de relacionamento e dois filhos. O ex-marido não aceitava o término e vinha perseguindo Amanda, descumprindo reiteradamente a medida protetiva. Além do homicídio anterior, o agressor tinha passagens por porte ilegal de arma e violência doméstica.
O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro contabilizou mais de 71 mil casos de violência doméstica contra a mulher entre janeiro e novembro de 2025. O Observatório de Violência contra a Mulher da Justiça do Rio ressalta a importância da medida protetiva em casos de agressão física, ameaça, coerção sexual, violência patrimonial e outras atitudes violentas.
O pacto assinado pelo governo federal visa promover ações coordenadas e contínuas entre os Três Poderes para prevenir a violência contra meninas e mulheres no país. Segundo o presidente Lula, a iniciativa representa um marco ao reconhecer que “a responsabilidade na luta pela defesa da mulher não é só da mulher”.
Fonte e Fotos: Agência Brasil
https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2026-02/mesmo-com-medida-protetiva-mulher-e-vitima-de-feminicidio-no-rio
