Correios têm julgamento do dissídio marcado para dia 21 após greve superar uma semana

Após semana em greve, empregados dos Correios têm dissídio na segunda

© Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

A greve dos Correios já ultrapassou sete dias em todo o país, enquanto os trabalhadores e a empresa seguem sem acordo coletivo. O julgamento do dissídio coletivo está previsto para segunda-feira (21), às 13h30.

A decisão será analisada pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST), que também determinou a manutenção de 80% do efetivo em atividade em cada unidade durante a paralisação. O presidente do tribunal, ministro Vieira de Mello Filho, considerou a essencialidade do serviço e o impacto no período eleitoral de 2026.

A greve dos Correios mantém operações

Os Correios afirmam que os serviços continuam em funcionamento e que a adesão dos empregados à paralisação é parcial. Segundo a empresa, foram deslocados trabalhadores administrativos para apoiar as atividades operacionais, além de veículos remanejados e mutirões organizados para manter o fluxo logístico.

A estatal orienta os clientes a consultar o rastreamento de encomendas pelo site ou aplicativo e aguardar a entrega no endereço informado. Para situações específicas, os canais são os telefones 4003-8210 e 0800-881-8210, o chat e o serviço Fale Conosco no portal www.correios.com.br.

O dissídio coletivo é levado à Justiça do Trabalho quando as partes não chegam a um acordo sobre as condições de trabalho. No julgamento, o tribunal analisa as reivindicações e as propostas apresentadas para decidir os termos aplicáveis à categoria.

Plano de saúde concentra impasse

A principal divergência envolve o CorreiosSaúde. Os trabalhadores rejeitam a mudança que faria a empresa deixar a condição de mantenedora para atuar como patrocinadora do plano. Segundo a categoria, a alteração pode aumentar os custos e as mensalidades de funcionários, aposentados e dependentes, além de retirar direitos trabalhistas.

Os sindicatos também recusaram a proposta inicial de reajuste de 0,87%. Os empregados pedem reposição com base na inflação acumulada e ganho real, afirmando que o percentual oferecido ficou abaixo do Índice Nacional do Preço ao Consumidor (INPC).

Entre as demais reivindicações estão a volta do adicional de 70% sobre as férias e do pagamento de 200% pelo trabalho em repousos ou feriados. A categoria também se opõe à extinção de gratificações específicas, como as destinadas a motoristas e relacionadas à quebra de caixa, além do vale extra de Natal.

A Federação Interestadual dos Empregados da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (Findect) afirmou que a empresa deveria priorizar a retomada das negociações. A entidade disse que a garantia do plano de saúde continua sem resposta, enquanto os Correios informaram que medidas operacionais seguem em execução para reduzir os efeitos da paralisação.

Créditos da imagem: © Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil


Com informações da Agência Brasil

Redação Extra News Goiás
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