Projeto de Sandro Mabel propõe fundo imobiliário para explorar bens públicos da capital

Projeto de Sandro Mabel propõe fundo imobiliário para explorar bens

Prefeito Sandro Mabel anuncia criação de Fundo de Investimento Imobiliário para ampliar receitas e dar uso a imóveis públicos de Goiânia (Fotos: Alex Malheiros)

Um projeto para criar um fundo imobiliário em Goiânia foi anunciado pelo prefeito Sandro Mabel e encaminhado à Câmara Municipal. A proposta permite usar imóveis públicos sem destinação específica em operações voltadas à exploração econômica e à geração de receitas para o município.

O anúncio ocorreu na terça-feira (1º/9), durante solenidade no Paço Municipal. Pelo texto, terrenos, prédios e lotes classificados como bens dominicais poderão ser transferidos para um ou mais fundos após avaliação, estudos técnicos e comprovação de vantagem econômica.

Fundo imobiliário em Goiânia mantém controle

A Prefeitura de Goiânia deverá conservar, direta ou indiretamente, a maioria das cotas de cada fundo. A perda desse controle só poderá ocorrer com autorização específica da Câmara Municipal.

A estrutura seguirá as regras da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), com responsabilidade limitada, prestação de contas, transparência, separação de funções e responsabilização dos prestadores de serviço. Os imóveis autorizados deverão ser listados individualmente em decreto, com matrícula, localização, área, titularidade, avaliação e justificativas para a operação.

Bens dominicais são imóveis públicos que não estão vinculados, naquele momento, a uma finalidade pública definida. Eles podem incluir áreas, prédios ou lotes sem uso direto por um serviço público ou que tenham passado por desafetação.

Segundo Mabel, a prefeitura poderá contratar uma empresa gestora por licitação para procurar formas de aproveitamento dos imóveis. Ele afirmou: “Em volta do Paço, por exemplo, temos uma série de imóveis que não têm utilidade e valem muito dinheiro”.

A proposta também relaciona o modelo ao Regime Próprio de Previdência Social (RPPS) e ao GoiâniaPrev. De acordo com a apresentação, os rendimentos dos ativos poderiam ajudar a criar receitas para a previdência municipal e reduzir os gastos com a manutenção dos imóveis. O passivo do GoiâniaPrev foi estimado em R$ 12 bilhões.

Análises condicionam uso dos imóveis

A inclusão de cada propriedade dependerá de análise individual. O projeto exige comprovação de domínio, regularidade registral, avaliações urbanística e ambiental, liquidez, interesse público e demonstração de vantagem econômica.

Também serão necessários estudos jurídicos, tributários, ambientais, urbanísticos e econômico-financeiros. Nenhum imóvel poderá ser integralizado sem relatório favorável das diligências e da avaliação de viabilidade.

A transferência será feita em fases, conforme a conclusão dos estudos, a capacidade financeira de cada ativo e a absorção pelo mercado imobiliário. Quando houver serviço público no local, um plano deverá prever continuidade, substituição ou realocação da atividade.

Mabel disse que a prefeitura incorpora cerca de R$ 500 milhões por ano à previdência para cobrir o déficit. Na avaliação dele, os imóveis poderiam gerar renda e aluguel para direcionar recursos a outras áreas, como escolas e saúde.

Créditos da imagem: Prefeitura de Goiânia

Com informações da Prefeitura de Goiânia

Redação Extra News Goiás
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