Governo Federal articula modelo de garantias para Banco BRB
© Lula Marques/ Agência Brasil.
O governo federal está articulando um modelo financeiro para a repactuação da crise do Banco de Brasília (BRB). A medida surge após a impossibilidade técnica e jurídica de conceder um aval direto da União à instituição bancária.
Esforços de conciliação
A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) e a Advocacia-Geral da União (AGU) estão coordenando reuniões para este fim. O propósito é garantir maior segurança às instituições privadas envolvidas, por meio da estruturação de garantias estendidas.
A posição do ministro
Esses esforços foram contextualizados pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, que rebateu acusações de inércia governamental. Nesta sexta-feira (14), Durigan classificou as críticas como “uma grande injustiça e irresponsabilidade”.
O papel da Procuradoria-Geral
A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) atua como braço jurídico do Ministério da Fazenda, representando a União em questões fiscais e financeiras. Sua função inclui a cobrança de débitos e a consultoria jurídica, sendo fundamental em negociações que envolvem o patrimônio público ou a concessão de garantias, buscando proteger os interesses do Estado.
Reunião no Supremo
A declaração do ministro ocorreu um dia após uma reunião pública de conciliação entre as partes envolvidas. O encontro aconteceu na quinta-feira (13) no Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília. Representantes do Distrito Federal, da União, do BRB, do sistema financeiro e do Ministério Público buscaram uma solução financeira para a instituição.
Governo oferece alternativas
Apesar de não ter responsabilidade sobre o passivo do BRB, o governo federal desenvolveu um modelo alternativo para dar viabilidade à repactuação. O ministro Durigan informou que a equipe econômica tem apresentado saídas para manter serviços importantes do Distrito Federal, afirmando que “Tudo que tem sido demandado, tem sido feito por nós, pelo governo federal, em articulação com os bancos, com o governo do DF”. Ele também mencionou ter levado, em reunião, a possibilidade colocada no acordo: “Não havendo a possibilidade de aval da União e também para não ficar sem resposta, levei, em reunião, a possibilidade que foi colocada no acordo”. Durigan acrescentou que houve encontros para discutir como estender garantias mais seguras aos bancos privados.
Fonte e Fotos: Agência Brasil
https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-08/durigan-rebate-criticas-de-inercia-sobre-crise-do-brb
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