Finep e MCTI lançam Tecnova no Rio com R$ 360 mi para pequenas empresas.

Programa destina R$ 360 milhões a pequenas empresas inovadoras

© Fernando Frazão/Agência Brasil

Pequenas e microempresas brasileiras ganham um novo e robusto impulso para a inovação. O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) lançaram nesta terça-feira (16), no Rio de Janeiro, a edição 2026/2027 do Programa Tecnova, que disponibilizará R$ 360 milhões para o desenvolvimento de produtos, serviços e processos inovadores. Os recursos, provenientes da Finep e do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), têm como meta fortalecer o cenário tecnológico e impulsionar a competitividade nacional.

Amplo Investimento em Inovação para o Setor Produtivo

Este é o quarto ciclo do Programa Tecnova, que expande significativamente seu alcance. A iniciativa prevê a contratação de até 713 empresas, cujas propostas inovadoras podem receber aporte financeiro para se tornarem realidade. O potencial de investimento total pode alcançar a cifra de R$ 588 milhões, considerando as contrapartidas estaduais que se somarão aos recursos federais. O programa foi projetado para atender companhias com faturamento anual de até R$ 16 milhões, demonstrando um foco claro no desenvolvimento de pequenos negócios.

A operacionalização e distribuição desses fundos serão geridas por agentes estaduais estratégicos. Entre eles, destacam-se as Fundações de Amparo à Pesquisa (FAPs) e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), que atuarão como parceiros na execução do programa em diversas regiões.

Acesso e Prazos do Programa Tecnova

Empresas interessadas em participar e submeter suas propostas para o Programa Tecnova 2026/2027 devem fazê-lo eletronicamente, por meio do site da Finep, até o dia 3 de agosto de 2026. Uma vez que as propostas sejam aprovadas e contempladas, as empresas terão um prazo de até 60 meses para a completa execução dos projetos de inovação.

A ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, ressaltou a natureza abrangente da iniciativa, que, pela primeira vez, alcançará todas as 27 unidades da federação. “O Programa Tecnova atua na descentralização da inovação para garantir que os recursos cheguem a todas as regiões do país. O apoio às micro e pequenas empresas contribui para o fortalecimento tecnológico nacional e para a geração de empregos qualificados”, afirmou Luciana Santos, destacando o impacto esperado.

Luiz Antônio Elias, presidente da Finep, também detalhou o modelo colaborativo adotado para o programa. “Trabalhamos em conjunto com os agentes estaduais para operacionalizar a subvenção econômica e modernizar o setor produtivo nas diferentes regiões. É no espaço entre produção do conhecimento e sua incorporação à economia e à sociedade que programas como o Tecnova assumem um papel significativo e estratégico”, explicou Elias.

Cenário e Investimentos em Pesquisa e Desenvolvimento no Brasil

Paralelamente ao lançamento do Programa Tecnova, o MCTI anunciou uma nova iniciativa para padronizar informações sobre apoio à pesquisa e desenvolvimento (P&D) no país: o projeto Cientistas de Dados pelo Brasil. Esta rede visa aprimorar a coleta e análise de dados estaduais sobre P&D, permitindo uma visão mais clara e estratégica do setor.

A pasta também apresentou dados atualizados sobre os investimentos nacionais em P&D entre 2014 e 2024. No ano mais recente, 2024, o Brasil registrou um aporte de R$ 166,4 bilhões em P&D, resultado da soma dos investimentos dos setores público e privado. Esse montante representa um crescimento de 18% em comparação a 2021, que marcou o período de menor investimento nos anos recentes.

Atualmente, o Brasil direciona cerca de 1,23% de seu Produto Interno Bruto (PIB) para P&D. Deste percentual, 0,61% é proveniente da iniciativa privada e 0,62% de fontes governamentais. Embora esses números reflitam o esforço nacional, eles ainda se situam abaixo dos índices de países líderes em inovação, como Israel (6,76%), Coreia do Sul (5,13%), Japão (3,62%), Estados Unidos (3,44%) e Alemanha (3,13%). No entanto, ao analisar apenas os gastos governamentais, o MCTI aponta que o Brasil (0,62%) se aproxima de nações desenvolvidas como Estados Unidos (0,66%), Israel (0,68%), França (0,72%), Rússia (0,74%), Alemanha (0,93%) e Coreia do Sul (1,05%), evidenciando um engajamento público relevante no fomento à pesquisa e tecnologia.

Fonte e Fotos: Agência Brasil

https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-06/programa-destina-r-360-milhoes-pequenas-empresas-inovadoras

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