Goiânia: A Capital Brasileira do Art Déco
Cidade planejada nos anos 1930 concentra 22 bens tombados pelo Iphan e transforma patrimônio urbano em experiência cultural para visitantes
A capital goiana é reconhecida por abrigar a mais extensa coleção de arquitetura Art Déco no Brasil, posicionando-se também como um dos polos mais significativos globalmente para o estilo fora do continente europeu. O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) já tombou 22 imóveis e monumentos públicos, peças fundamentais na narrativa da cidade, cujo planejamento teve início nos anos 1930.
Com inspiração nas referências parisienses trazidas pelo urbanista Atílio Corrêa Lima, mentor do projeto da nova capital, o Art Déco moldou a paisagem urbana de Goiânia, com suas avenidas amplas, praças imponentes e fachadas geométricas. Este movimento, caracterizado por suas formas geométricas distintas, linhas verticais e simbolismos de modernidade, rapidamente se integrou à identidade da cidade desde as suas origens.
Majoritariamente, esses edifícios e monumentos históricos se concentram no trajeto que conecta a Praça Cívica à Avenida Goiás, o coração inicial da cidade. Essa densidade arquitetônica oferece aos visitantes a oportunidade de explorar o circuito a pé, mergulhando não apenas na beleza estética do estilo, mas também na visão futurista que delineou a capital entre os anos 1930 e 1940.
Entre os pontos de destaque nesse percurso, que convida à exploração do passado e da identidade local, figuram: na região da Praça Cívica e no Centro, são notáveis o Teatro Goiânia, o Palácio das Esmeraldas, o Museu Zoroastro Artiaga, o Centro Cultural Marieta Teles, a antiga Delegacia Fiscal, o Tribunal Regional Eleitoral, os Obeliscos com luminárias e o Coreto da Praça Cívica. Ao longo da Avenida Goiás e em seu entorno, destacam-se a Torre do Relógio, o Grande Hotel, o antigo Palace Hotel, o Lyceu de Goiânia, as Fontes Luminosas, a Procuradoria-Geral do Estado, a Secretaria Estadual da Cultura e o Instituto Federal de Goiás (IFG). No bairro de Campinas, a Estação Ferroviária, o Fórum de Campinas e a antiga subprefeitura de Campinas compõem o legado. Outros locais relevantes incluem a Casa de Pedro Ludovico Teixeira, a Mureta do Lago das Rosas e o traçado urbano dos Núcleos Pioneiros.
A relevância desse acervo foi intensificada em 2025, ano em que se comemorou o centenário da Exposição Internacional de Artes Decorativas e Industriais Modernas, em Paris, evento crucial para a globalização do estilo Art Déco. Em resposta a essa efeméride, a Prefeitura de Goiânia, em conjunto com a Agência Municipal de Turismo e Eventos (GoiâniaTur), organizou um extenso calendário de atividades. Estas incluíram iniciativas educativas, concursos culturais, exposições e roteiros guiados pelo coração histórico da cidade, todos voltados para a exaltação desse valioso legado.
Conforme declarou o prefeito Sandro Mabel, o conjunto arquitetônico transcende a mera condição de herança histórica. “O acervo Art Déco de Goiânia não é apenas uma coleção de construções antigas. Ele expressa o espírito de uma cidade que nasceu moderna e planejada para o futuro. O estilo expressa o espírito de uma cidade que nasceu moderna e planejada para o futuro. É um patrimônio que precisa ser valorizado e compartilhado com moradores e visitantes”, pontuou o gestor.
Fonte e Fotos: Prefeitura Municipal de Goiânia
