PSD oficializa Ronaldo Caiado como pré-candidato à Presidência e ele acena a bolsonaristas

Caiado (PSD) promete anistia no 1º dia de governo e mira fim da polarização

O cenário político nacional ganhou um novo contorno nesta segunda-feira (30), quando o Partido Social Democrático (PSD) oficializou o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, como seu pré-candidato à Presidência da República nas eleições vindouras. A decisão, fruto de dois meses de embates internos, foi anunciada pelo presidente nacional da sigla, Gilberto Kassab, e pela cúpula pessedista em São Paulo, relegando o governador gaúcho Eduardo Leite para segundo plano.

Ronaldo Caiado, que se tornou o favorito à indicação há uma semana, após a desistência do governador paranaense Ratinho Jr., recebeu a notícia em uma ligação de Kassab na noite de domingo (29). Em entrevista coletiva na sede do partido, Kassab destacou a qualidade dos concorrentes: “É um privilégio para o partido definir uma escolha tendo três excelentes candidatos, três governadores muito bem avaliados em seus Estados”.

Em sua primeira manifestação como pré-candidato oficializado, Caiado direcionou um aceno ao eleitorado bolsonarista, prometendo uma medida de impacto. O governador goiano afirmou que seu primeiro ato, caso eleito presidente, seria conceder anistia “ampla, geral e irrestrita” que beneficiaria o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). “Eu vim com esse objetivo, de realmente pacificar o Brasil, ao anistiar todos, inclusive o ex-presidente. Eu estarei dando uma amostra que a partir dali eu vou cuidar das pessoas”, declarou Caiado.

Apesar da abertura a uma parcela do eleitorado de direita, Caiado não hesitou em lançar críticas diretas ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), também pré-candidato ao Planalto. “É importante que todos entendam que o desafio não é apenas derrotar o PT. Isso é fácil. No segundo turno ele estará batido. O difícil é governar para que o PT não seja mais opção no País”, disparou. O governador enfatizou que o partido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) “não é mais opção” em estados como Goiás, Paraná, São Paulo e Rio Grande do Sul, questionando: “Ganhar do PT não é mais a dificuldade. Agora, vai saber governar? Ou vai querer aprender a governar o Brasil na cadeira?”.

Caiado também abordou a polarização política que, segundo ele, tem travado o desenvolvimento nacional. Em suas palavras, “A polarização não é um traço da política nacional. É um projeto político sustentado por quem vive da polarização”. O governador, que recentemente declarou que a “polarização pode ser desativada”, reforçou que “O Brasil não suporta mais viver essa situação que tem sido constante”.

Comparando sua gestão em Goiás com as administrações petistas, Caiado pontuou que o governo Lula estaria retardando o crescimento do país. “Nós somos os primeiros em desenvolvimento e uso de Inteligência Artificial e em exploração de terras raras. Nós não nos vangloriamos das pessoas que dependem dos benefícios sociais, nós nos vangloriamos daquelas pessoas que conseguem sua própria renda”, afirmou o chefe do Executivo goiano, contrapondo sua visão de governo. Para o pré-candidato, seu projeto visa romper a “bolha da polarização”, que ele define como “o atraso da nação”, e destacou sua alta aprovação em Goiás como prova de um governo não radical: “ninguém atinge 88% de aprovação sendo radical”.

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