Lula confirma Alckmin como vice e saída de ministros intensifica cenário eleitoral
Foto: MARCELO CAMARGO/AGÊNCIA BRASIL
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou, nesta terça-feira (31), que o atual vice-presidente Geraldo Alckmin será novamente candidato a vice na chapa que disputará a reeleição. A declaração foi feita durante reunião ministerial no Palácio do Planalto.
A confirmação ocorre em meio a uma ampla movimentação no governo federal, marcada pela saída de pelo menos 14 ministros que devem deixar seus cargos para disputar as eleições de outubro. Pela legislação eleitoral, ocupantes de funções no Executivo precisam se desincompatibilizar até o início de abril para concorrer a cargos eletivos.
Entre os nomes que devem deixar o governo está o próprio Alckmin, que atualmente comanda o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio. Segundo Lula, o vice precisará se afastar da função para participar do pleito.
A reformulação atinge diferentes áreas da Esplanada. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, deve disputar o governo de São Paulo, enquanto Renan Filho é cotado para concorrer ao governo de Alagoas. Já Rui Costa deve buscar uma vaga no Senado pela Bahia.
Outros nomes também integram a lista de possíveis candidatos, como Gleisi Hoffmann, que pode disputar o Senado pelo Paraná; Simone Tebet e Marina Silva, que devem concorrer ao Senado por São Paulo.
Há ainda ministros que devem buscar vagas na Câmara dos Deputados, como Silvio Costa Filho, Paulo Teixeira, Anielle Franco e Sônia Guajajara.
Outros casos seguem indefinidos, como o de Alexandre Silveira e Wolney Queiroz, que ainda avaliam se disputarão cargos eletivos ou permanecerão no governo.
Para minimizar os impactos das mudanças, a estratégia do Planalto é manter a continuidade administrativa com a ascensão de secretários-executivos aos cargos de ministros. Um exemplo é o Ministério da Fazenda, onde o então secretário-executivo assumiu a titularidade após a saída prevista de Haddad.
A movimentação marca o início de uma nova fase política no governo, com foco nas eleições e na reorganização da base aliada. Ao mesmo tempo, o Palácio do Planalto tenta garantir a estabilidade das políticas públicas enquanto parte significativa da equipe se prepara para a disputa eleitoral.
