Exames para detectar câncer de intestino triplicam no SUS em uma década

Março Azul: exames para rastrear câncer de intestino triplicam no SUS

© Fernando Frazão/Agência Brasil

Em Goiás, o número de exames para a detecção precoce do câncer de intestino realizados através do Sistema Único de Saúde (SUS) triplicou na última década. Um levantamento realizado no contexto da campanha Março Azul revela um aumento significativo tanto na pesquisa de sangue oculto nas fezes quanto nas colonoscopias.

Entre 2016 e 2025, a pesquisa de sangue oculto nas fezes registrou um aumento de aproximadamente 190%, saltando de 1.146.998 para 3.336.561 exames. As colonoscopias também apresentaram um crescimento expressivo, passando de 261.214 para 639.924 procedimentos no mesmo período, um aumento de cerca de 145%.

O presidente da Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva (Sobed), Eduardo Guimarães Hourneaux, atribui esse cenário ao avanço das estratégias de conscientização e à maior mobilização promovida por entidades médicas no país. Segundo ele, “A campanha Março Azul tem transformado o medo em atitude e esperança”, e que esse movimento é “fruto do compromisso de autoridades municipais, estaduais e federais, que abraçaram a causa, iluminaram prédios, organizaram mutirões e levaram a mensagem de prevenção para as ruas, escolas e unidades de saúde”.

Hourneaux também destaca que casos recentes de personalidades públicas, como a cantora Preta Gil, trouxeram o assunto para o debate público, alertando para a importância da realização de exames. Dados preliminares da campanha indicam que o número de exames diagnósticos aumentou após a divulgação do diagnóstico da artista.

A campanha Março Azul, promovida nacionalmente desde 2021, é organizada pela Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva, pela Sociedade Brasileira de Coloproctologia (SBCP) e pela Federação Brasileira de Gastroenterologia (FBG). O Instituto Nacional de Câncer (Inca) estima que as mortes prematuras por câncer de intestino devem aumentar até 2030, tanto entre homens quanto entre mulheres, devido ao envelhecimento populacional, ao crescimento da incidência da doença entre jovens, ao diagnóstico tardio e à baixa cobertura de exames de rastreamento.

Fonte e Fotos: Agência Brasil

https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2026-03/marco-azul-exames-para-rastrear-cancer-de-intestino-triplicam-no-sus

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