Mulheres Marcham no Rio Contra Feminicídio e Violência de Gênero
© Tomaz Silva/Agência Brasil
O Dia Internacional da Mulher foi palco de uma grande manifestação na Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro. Milhares de mulheres se reuniram para protestar contra o feminicídio e as diversas formas de violência de gênero, além de reivindicar mais recursos para políticas públicas de igualdade.
Representantes de coletivos feministas se revezaram em um carro de som, onde foi lido um manifesto com diversas reivindicações. Entre elas, destacam-se a criminalização de grupos que promovem o ódio às mulheres, o aumento das licenças-maternidade e paternidade, a criação de linhas de crédito para mulheres empreendedoras e de espaços educacionais inclusivos para crianças com deficiência ou neurodivergentes. O fim da escala 6×1 de trabalho também foi uma demanda presente.
O principal foco do protesto foi o combate à violência de gênero. Participantes lembraram casos recentes, como a morte de Tainara Souza Santos, atropelada pelo ex-companheiro, e o estupro coletivo contra uma adolescente em Copacabana. A marcha foi embalada por uma paródia da música “Eu quero é botar meu bloco na rua”, transformada em um grito por segurança e liberdade: “Eu quero é andar sem medo nas ruas. Chega! Queremos viver! Eu quero é ficar sem medo em casa. Chega! Queremos viver!”.
Um grupo de “pernaltas” liderou a marcha com a faixa “Juntas somos gigantes”, realizando uma performance em memória das vítimas de violência de gênero, deitando-se no chão e, em seguida, levantando-se para gritar “Todas vivas!”.
O ato reuniu mulheres de diferentes gerações. Rachel Brabbins, presente com sua filha Amara, de sete anos, enfatizou a importância de ensinar às meninas sobre seus direitos e a força da união. Amara, por sua vez, carregava um cartaz com a frase “Lute como uma menina”. Silvia de Mendonça, militante feminista desde os anos 80, compareceu vestindo uma bandeira com o rosto de Marielle Franco, vereadora assassinada em 2018, ressaltando que “A Marielle foi vítima de um crime brutal, que pretendia o silenciamento e o apagamento dela… E a Marielle se tornou um símbolo de resistência, de que nós temos que nos unir cada vez mais”.
Homens também marcaram presença, atendendo ao chamado das organizadoras. Thiago da Fonseca Martins, acompanhado de seu filho Miguel, de 9 anos, destacou a importância do papel masculino na promoção da igualdade e na desconstrução do machismo.
Rita de Cássia Silva defendeu a importância da educação contra a violência de gênero desde a infância, afirmando que “É ótimo que nós estamos conscientizando a população adulta, mas é importante uma iniciativa, com apoio dos governos, para ajudar as famílias a mudar essa cultura, desde as crianças”.
Fonte e Fotos: Agência Brasil
https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2026-03/mulheres-se-reunem-em-copacabana-contra-violencia-e-o-feminicidio
