Lula cria unidades de conservação no litoral sul do Rio Grande do Sul para proteger biodiversidade do Atlântico Sul

Governo cria duas Unidades de Conservação federais no RS

© Acervo NEMA/Divulgação/Ministério do Meio Ambiente

O governo federal, sob a liderança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, oficializou a criação de duas novas Unidades de Conservação no litoral sul do Rio Grande do Sul, por meio de decreto publicado no Diário Oficial da União. As novas áreas de proteção são o Parque Nacional Marinho do Albardão e a Área de Proteção Ambiental (APA) do Albardão, ambas localizadas no município de Santa Vitória do Palmar.

A iniciativa, liderada pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), visa proteger uma das regiões de maior importância para a conservação da biodiversidade do Atlântico Sul, além de fortalecer as ações de combate às mudanças climáticas e à perda de biodiversidade em escala global.

A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, destacou que “o decreto assinado pelo presidente Lula reflete o compromisso de seu governo com a preservação ambiental e de nosso oceano. Há por trás dessa medida estudos científicos, escuta pública, articulação entre instituições e empenho de servidores, pesquisadores e cidadãos comprometidos com a conservação da biodiversidade e a defesa do interesse público”.

A área total protegida, que inclui o Parque Nacional do Albardão, sua Zona de Amortecimento e a APA do Albardão, abrange 1.618.488 hectares. Essa vasta região costeira abriga ecossistemas marinhos de grande relevância ecológica, servindo como área crucial para a alimentação, reprodução e crescimento de diversas espécies ameaçadas.

Entre as espécies que se beneficiarão da proteção, destaca-se a toninha, considerada o golfinho mais ameaçado do Atlântico Sul Ocidental, além de tartarugas marinhas, tubarões, raias, aves marinhas migratórias e diversos mamíferos que dependem da região para seus ciclos de vida. A proteção desses habitats é considerada fundamental para reduzir a mortalidade da fauna e assegurar a continuidade dos processos ecológicos essenciais nos ambientes marinhos.

A ministra Marina Silva também ressaltou que “No Albardão, os ambientes de concheiros [acúmulo de conchas de animais], a presença de espécies ameaçadas, sua notável biodiversidade e um patrimônio arqueológico de grande valor passam, finalmente, a receber a proteção compatível à sua relevância. Criar essas unidades mostra que proteger o meio ambiente não é obstáculo, mas solução”.

O litoral sul do Rio Grande do Sul desempenha um papel crucial na rota atlântica das Américas, servindo como um importante ponto de apoio para aves migratórias que viajam entre o Ártico canadense e o sul da América do Sul. Essas áreas costeiras funcionam como “postos de abastecimento” ecológicos, onde as aves podem descansar, se alimentar e recuperar energia antes de prosseguirem suas longas jornadas migratórias.

Fonte e Fotos: Agência Brasil

https://agenciabrasil.ebc.com.br/meio-ambiente/noticia/2026-03/governo-cria-duas-unidades-de-conservacao-federais-no-rs

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