Marinha do Brasil moderniza forças de defesa com drones e mísseis de fabricação nacional
© Tomaz Silva/Agência Brasil
Os Fuzileiros Navais da Marinha do Brasil apresentaram, na última quarta-feira (4), no Rio de Janeiro, um pacote de modernização de suas forças de defesa, com a incorporação de novas tecnologias. O destaque foi a ativação do Esquadrão de Drones Táticos de Esclarecimento e Ataque, equipado com modelos de quatro hélices dotados de sensores eletro-ópticos, infravermelhos e termais. Esses equipamentos podem ser utilizados tanto para monitorar alvos quanto para localizar vítimas de desastres. Alguns drones têm capacidade de carregar projéteis para atacar alvos de menor porte.
A Marinha também incorporou um drone de asa fixa, conhecido como kamikaze, projetado para destruir alvos maiores com explosivos.
O comandante-geral do Corpo de Fuzileiros Navais, almirante Carlos Chagas, destacou que o novo esquadrão alinha o Brasil às evoluções tecnológicas das forças de defesa globais. Ainda em março, será inaugurada no Rio de Janeiro uma escola para formar militares em operação de drones.
Chagas ressaltou a importância da defesa do litoral brasileiro, mencionando que “O Brasil tem 7,5 mil quilômetros de litoral, uma quantidade de riqueza gigantesca. A maior parte da população vive no litoral, 95% do nosso petróleo sai do litoral. Das nossas exportações, 97% chegam pelo mar”. Ele também lembrou que a comunicação do país depende de cabos submarinos que ligam o Brasil a outros países.
A corporação recebeu ainda novos veículos blindados de desembarque litorâneo, fabricados no Brasil, com capacidade para transportar 13 militares a uma velocidade de até 74 km/h. Os veículos são equipados com metralhadoras, radares e câmeras termais, mas mantêm um design compacto que permite atracação em locais com pouca infraestrutura e transporte aéreo.
Segundo o almirante Carlos Chagas, as novas tecnologias aumentam a capacidade de resposta dos Fuzileiros em desastres naturais, área em que a atuação tem sido cada vez mais frequente. “A logística militar se assemelha muito à logística de resposta de desastres. E como é necessário fazer uma grande mobilização, essa semelhança logística é importante”, afirmou.
Entre os novos armamentos, destaca-se o Míssil Antinavio Nacional de Superfície, com alcance de até 70 km e velocidade de 1 mil km/h, projetado para voar em baixa altitude e dificultar a detecção. Outro míssil de fabricação nacional, guiado a laser, tem alcance de 3 km e capacidade de perfurar até 80 centímetros de blindagem, sendo eficaz contra embarcações e helicópteros.
Fonte e Fotos: Agência Brasil
https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2026-03/fuzileiros-incorporam-tecnologias-para-defesa-e-auxilio-em-desastres
