Novos casos de estupro contra alunas do Pedro II são investigados no Rio de Janeiro

Novos casos de estupro por grupo de Copacabana são investigados no Rio

© Fernando Frazão/Agência Brasil

A Polícia Civil do Rio de Janeiro está investigando mais dois casos de estupro envolvendo adolescentes do Colégio Federal Pedro II, supostamente cometidos pelo mesmo grupo já acusado de estuprar uma estudante de 17 anos em Copacabana, em janeiro. Uma das novas denúncias envolve uma vítima que tinha 14 anos à época do crime.

Em depoimento, a segunda jovem relatou à 12ª Delegacia de Copacabana que os acusados teriam gravado o ato em 2023 e usado as imagens para chantageá-la, impedindo a denúncia. A mãe da vítima informou que sua filha conhecia um dos envolvidos, um adolescente do Colégio Pedro II, assim como no primeiro caso. O crime teria ocorrido na casa de Matheus Veríssimo Zoel Martins, que já se entregou à polícia por envolvimento no primeiro estupro.

O delegado Antônio Lages destacou a semelhança no modus operandi dos casos: “O que chamou a atenção da gente é que o modus operandi foi exatamente o mesmo: o adolescente infrator tinha a confiança da vítima, uma menina de 14 anos, à época, atraiu ela para um apartamento e lá, junto com ele estava o Matheus, preso aqui conosco, e mais uma terceira pessoa”. A polícia pretende analisar os celulares dos acusados.

Um terceiro caso foi descoberto, no qual Vitor Hugo Oliveira Simonin é acusado de estuprar uma jovem durante uma festa junina em outubro de 2025. O delegado Lages esclareceu: “Como está muito no começo das investigações ainda, não sei se o ato foi praticado pelo grupo inteiro ou por um deles apenas”.

O delegado reforçou o apelo para que outras possíveis vítimas denunciem os crimes. Ele também mencionou o caso da primeira vítima, que conseguiu relatar o ocorrido à família, levando à investigação policial. Lages detalhou a gravidade das lesões sofridas pela jovem, incluindo “lesões no órgão sexual, nas costas, nas nádegas, inclusive, uma suspeita de fratura da costela”.

A polícia espera que os demais envolvidos se entreguem em breve. Vitor Simonin e Bruno Felipe dos Santos Allegretti são considerados foragidos. Simonin é filho do subsecretário de governança da Secretaria de Desenvolvimento e Direitos Humanos, José Carlos Simonin, que será exonerado do cargo. João Gabriel Xavier Bertho, outro réu, se entregou e, através de seu advogado, Rafael de Piro, negou o crime: “A Justiça de forma isenta, irá apurar os fatos e decidirá pela improcedência da denúncia”.

Lages enfatizou a importância do respeito aos limites em relações sexuais, principalmente para os jovens: “O que deve ficar claro, principalmente para os meninos, é que não é não. Isso é fundamental. A vítima do primeiro caso deixou muito claro, a todo momento, que não se relacionaria com mais ninguém (além do adolescente) em vários momentos”.

Fonte e Fotos: Agência Brasil

https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2026-03/novos-casos-de-estupro-por-grupo-de-copacabana-sao-investigados-no-rio