Prisão de Adilsinho: PF e Polícia Civil celebram golpe na máfia do jogo do bicho no Rio
© Polícia Civil RJ/Divulgação
A prisão do banqueiro do jogo do bicho Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como Adilsinho, em Cabo Frio, foi resultado de um esforço conjunto entre a Polícia Federal e a Polícia Civil do Rio de Janeiro, atuando na Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO). O superintendente da Polícia Federal no Rio de Janeiro, Fábio Galvão, descreveu a ação como um “trabalho árduo e muito difícil”, destacando a resiliência das equipes envolvidas.
De acordo com vídeo divulgado à imprensa pela PF, esta foi a terceira tentativa de prisão de Adilsinho, dificultada pela proteção de policiais ligados à máfia do jogo do bicho. Galvão enfatizou a importância da operação, afirmando que “hoje a gente conseguiu prender o mais sanguinário dos capos do jogo do bicho.”
Além da exploração do jogo do bicho e de máquinas caça-níqueis, a organização criminosa liderada por Adilsinho também atuava no contrabando de cigarros. O superintendente ressaltou que ações anteriores já haviam desmantelado três fábricas clandestinas de cigarros ligadas ao contraventor, sendo um dos meios de dinheiro principal do bicheiro. “Então foi um presente para a sociedade fluminense a prisão e um baque para a máfia do jogo do bicho”, completou.
O secretário de estado de Polícia Civil, Felipe Curi, destacou a importância da parceria e integração entre as instituições na FICCO/RJ. “São inúmeras ações e hoje mais uma ação exitosa fruto dessa parceria, dessa integração e da troca de informações de inteligência das nossas instituições, que resultou nessa prisão importantíssima, tirando esse grande criminoso de circulação”, disse o secretário.
Tanto Galvão quanto Curi apontaram que Adilsinho é suspeito de envolvimento em dezenas de homicídios, investigados pelas Delegacias de Homicídios da Capital, Baixada Fluminense, Niterói e São Gonçalo. Segundo Curi, os crimes incluem assassinatos de rivais, desafetos, contraventores, integrantes da máfia de cigarros e até mesmo policiais. Adilsinho já possui três mandados de prisão por homicídios relacionados à organização criminosa, incluindo o assassinato de um advogado em frente à OAB em fevereiro de 2024.
Em uma das fábricas clandestinas de cigarros desmanteladas, foram encontradas mais de 20 pessoas de nacionalidade paraguaia em condições análogas à escravidão.
Fonte e Fotos: Agência Brasil
https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2026-02/prisao-de-bicheiro-e-fruto-de-resiliencia-de-forcas-policiais-diz-pf
