Juros bancários sobem para famílias e caem para empresas em novembro, aponta BC

Juros do crédito pessoal e cartão rotativo avançam para as famílias

© Marcello Casal JrAgência Brasil

As taxas de juros bancárias apresentaram comportamentos distintos em novembro, com elevação para as famílias e redução para as empresas, conforme dados divulgados pelo Banco Central (BC).

Para as pessoas físicas, o crédito pessoal não consignado teve um aumento expressivo de 5,5 pontos percentuais (pp), atingindo 106,6% ao ano. O cartão de crédito parcelado também registrou alta de 3,2 pp, chegando a 181,2% ao ano. A taxa do rotativo do cartão de crédito, modalidade já conhecida por seus altos juros, subiu 0,7 pp, alcançando 440,5% ao ano, uma das mais elevadas do mercado. “Mesmo com a limitação de cobrança dos juros do rotativo em vigor desde janeiro do ano passado, os juros seguem variando”, informou o BC. No total, a taxa média de juros para as famílias subiu 0,9 pp em novembro, acumulando alta de 6,2 pp em 12 meses, chegando a 59,4% ao ano.

Em contraste, as empresas viram uma redução de 0,6 pp nos juros médios das novas contratações de crédito livre, embora ainda apresentem um aumento de 2,8 pp em 12 meses, totalizando 24,5% ao ano. Houve queda mensal de 0,7 pp nos juros de desconto de duplicatas e outros recebíveis, fixando-se em 19,3% ao ano, e também uma diminuição de 0,7 pp na taxa das operações de capital de giro com prazo superior a 365 dias, atingindo 21,8% ao ano.

Considerando recursos livres e direcionados, tanto para famílias quanto para empresas, a taxa média de juros das concessões em novembro teve um leve aumento de 0,1 pp no mês e um aumento mais significativo de 3,5 pp em 12 meses, chegando a 31,9% ao ano.

O Banco Central ressaltou que “a alta dos juros bancários acompanha o ciclo de elevação da taxa básica de juros da economia, a Selic, definida em 15% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC”.

O estoque total de empréstimos concedidos pelos bancos do Sistema Financeiro Nacional (SFN) atingiu R$ 6,971 trilhões, um crescimento de 0,9% em relação a outubro.

A inadimplência, considerando atrasos superiores a 90 dias, ficou em 3,8% em novembro, com 4,7% para pessoas físicas e 2,3% para pessoas jurídicas.

O endividamento das famílias, medido pela relação entre o saldo das dívidas e a renda acumulada em 12 meses, atingiu 49,3% em outubro, um aumento de 0,2 pp no mês e de 1,2 pp em 12 meses. Excluindo o financiamento imobiliário, o endividamento ficou em 30,9%. O comprometimento da renda, que relaciona o valor médio para pagamento das dívidas e a renda média, ficou em 29,4% em outubro, um aumento de 0,6 pp no mês e 2,2 pp em 12 meses.

Fonte e Fotos: Agência Brasil

https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2025-12/juros-do-credito-pessoal-e-cartao-rotativo-avancam-para-familias

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