Lula defende inclusão dos pobres no orçamento como política de Estado em fórum da FAO.
© Ricardo Stuckert
Em discurso realizado durante a abertura do Fórum Mundial da Alimentação, em Roma, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu a priorização da população mais vulnerável nos orçamentos dos países, enfatizando que tal medida não configura assistencialismo, mas sim uma política de Estado. “É preciso colocar os pobres no orçamento e transformar esse objetivo em política de Estado. Para evitar que avanços fiquem à mercê de crises ou marés políticas. Mesmo líderes de países com orçamentos pequenos podem e precisam fazer essa escolha”, afirmou o presidente.
Lula também celebrou o anúncio da FAO sobre a saída do Brasil do Mapa da Fome, ressaltando que “Trinta milhões de pessoas começaram a almoçar, jantar e tomar café. Em 2024, alcançamos a menor proporção de domicílios em situação de insegurança alimentar grave da nossa história”. Ele ainda destacou que o país registrou a menor proporção de domicílios com crianças menores de 5 anos em situação de insegurança alimentar grave desde 2024, indicando a interrupção do ciclo de exclusão.
O presidente enfatizou a importância da soberania alimentar e a necessidade de ação governamental para combater a fome, que ele considera “inimiga da democracia e do pleno exercício da cidadania”. Lula propôs a ampliação do financiamento ao desenvolvimento, a redução dos custos de empréstimos, o aperfeiçoamento dos sistemas tributários e o alívio das dívidas dos países mais pobres como medidas cruciais.
Em sua análise, Lula observou que a América Latina e o Caribe vivem o paradoxo de serem celeiros do mundo, mas ainda enfrentam a fome. Ele também alertou para o aumento da insegurança alimentar na África, apesar do crescimento econômico do continente.
Anteriormente, o presidente Lula se reuniu com o Papa Leão XIV, a quem parabenizou pela sua primeira exortação apostólica e pela mensagem de preocupação com os mais pobres. “Parabenizei o santo padre pela Exortação Apostólica Dilexi Te e a sua mensagem de que não podemos separar a fé do amor pelos mais pobres. Disse a ele que precisamos criar um amplo movimento de indignação contra a desigualdade e considero o documento uma referência, que precisa ser lido e praticado por todos”, declarou Lula em suas redes sociais.
Fonte e Fotos: Agência Brasil
https://agenciabrasil.ebc.com.br/politica/noticia/2025-10/em-roma-lula-defende-que-pobres-sejam-colocados-no-orcamento
