Cesta Básica em Goiânia: Variação de Preços Chega a 242% no Tomate, Aponta Procon
Pesquisa realizada em nove supermercados da capital aponta grandes diferenças no valor de produtos essenciais e alerta para a importância da comparação de preços
O Programa de Defesa do Consumidor (Procon) de Goiânia divulgou um levantamento de preços realizado em nove supermercados da capital, revelando grandes variações nos valores de produtos básicos. A pesquisa, divulgada nesta quinta-feira (25/9), demonstra que o consumidor pode economizar significativamente ao comparar preços entre diferentes estabelecimentos.
O tomate comum apresentou a maior diferença, com uma variação de 242,29%, sendo encontrado de R$ 1,75 a R$ 5,99. Outros produtos como pão francês (203,02%), margarina Qualy (146,14%), banana nanica (143,63%) e tomate saladete (135,35%) também exibiram variações significativas. A soma dos menores preços desses cinco produtos totaliza R$ 21,15, enquanto nos estabelecimentos mais caros, o valor sobe para R$ 57,85, representando uma economia potencial de R$ 36,70.
Em contrapartida, o levantamento apontou itens com menor oscilação, como o café brasileiro (16,34%), o óleo de soja Soya (900ml) (17,59%) e o café Moinho Fino (500g) (22,43%). O feijão Dona Cota apresentou uma diferença de 23,30%, com preços entre R$ 6,48 e R$ 7,99, o que pode gerar uma economia de até R$ 16,51 na compra total, que pode variar de R$ 84,14 a R$ 100,65.
O Procon Goiânia alerta que a pesquisa considerou produtos da mesma marca, mas nem todos os itens estavam disponíveis em todos os supermercados visitados. O órgão ressalta ainda que os preços podem sofrer alterações e que lojas da mesma rede podem praticar valores diferentes.
Adicionalmente, o Procon reforça a importância da responsabilidade do comerciante em fornecer informações claras sobre o produto e garantir condições adequadas de conservação. O Código de Defesa do Consumidor (Lei nº 8.078/1990) estabelece que o fornecedor deve ressarcir o consumidor em caso de venda de produto vencido, adulterado, falsificado ou fraudado. A validade do produto deve estar legível e o armazenamento correto deve ser observado para evitar a deterioração do alimento, mesmo dentro do prazo de validade.
Fonte e Fotos: Prefeitura Municipal de Goiânia
