Fim do vazio sanitário da soja em Goiás: plantio liberado a partir de 25 de setembro

Soja

Vazio sanitário da soja em Goiás termina nesta quarta-feira

O período de vazio sanitário da soja em Goiás, que durou 90 dias, chega ao fim nesta quarta-feira, conforme informações da Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa). A Instrução Normativa nº 6/2024 estabelece que a semeadura da soja estará liberada a partir de 25 de setembro de 2025, com data limite para o plantio em 2 de janeiro de 2026.

A medida do vazio sanitário, implementada em Goiás desde 2006, tem como objetivo principal a redução da incidência da ferrugem asiática, doença que pode causar grandes perdas na produção de soja. Durante o período, foi proibida a manutenção de plantas vivas de soja no campo.

O presidente da Agrodefesa, José Ricardo Caixeta Ramos, destaca que “O vazio sanitário é uma medida técnica que garante a sustentabilidade da sojicultura goiana. Graças ao empenho dos produtores e ao trabalho de fiscalização da Agrodefesa, conseguimos reduzir a incidência da ferrugem asiática e assegurar mais qualidade e produtividade para as próximas colheitas.”

Segundo Leonardo Macedo, gerente de Sanidade Vegetal da Agrodefesa, “O cumprimento do vazio sanitário permite reduzir a presença do fungo causador da ferrugem asiática entre uma safra e outra. Isso dá aos produtores uma janela maior de segurança para a implantação das lavouras e diminui a necessidade de aplicações de fungicidas logo no início do ciclo.”

Além de seguir o calendário de plantio, os produtores de soja em Goiás devem cadastrar suas lavouras no Sistema de Defesa Agropecuária de Goiás (Sidago) em até 15 dias após o término do período de semeadura, ou seja, até 17 de janeiro de 2026. O cadastro inclui informações como área plantada, sistema de plantio, cultivar utilizada, datas de plantio e colheita, e coordenadas geográficas da lavoura.

Mário Sérgio de Oliveira, coordenador do Programa de Soja da Agrodefesa, ressalta que “É essencial que o produtor siga as datas estabelecidas e faça o cadastro no Sidago. Isso nos possibilita mapear as áreas de cultivo em Goiás e adotar estratégias mais eficazes de monitoramento e combate às pragas e doenças.”

A ferrugem asiática é causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi e pode se disseminar rapidamente, causando grandes prejuízos. O vazio sanitário é crucial para eliminar plantas hospedeiras e reduzir a presença do fungo entre as safras, diminuindo o risco de infecção nas novas lavouras.

Fonte e Fotos: Agência Cora de Notícias

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