Cooperativas de crédito podem ser aliadas de empresas goianas contra crise com os EUA

Cooperativas de crédito podem ser aliadas de empresas goianas contra crise com os EUA

Diante da iminente crise comercial com os Estados Unidos, o governo de Goiás busca alternativas para proteger a economia local. Uma das estratégias em discussão é o apoio das cooperativas de crédito às empresas goianas, conforme proposta apresentada pelo presidente do Sistema OCB/GO, Luís Alberto Pereira.

A proposta foi detalhada durante reunião no Palácio das Esmeraldas, na qual o governador Ronaldo Caiado anunciou medidas de apoio ao setor produtivo, incluindo a criação de uma nova linha de crédito para exportadores.

O governo de Goiás planeja lançar em agosto um fundo de investimento de R$ 314 milhões, lastreado em créditos de ICMS da exportação, com juros de 10% ao ano – inferiores aos praticados por programas federais. A contrapartida exigida das empresas é a manutenção dos empregos.

Luís Alberto Pereira, presidente do Sistema OCB/GO, ressaltou a prontidão do cooperativismo de crédito em colaborar com o governo: “Em 2024, emprestamos R$ 24 bilhões. Temos juros mais baixos, agilidade, capilaridade e confiança do produtor. Só em Goiás, as cooperativas contam com 432 pontos de atendimento”.

O governador Caiado expressou gratidão pelo apoio do Sistema OCB/GO, relembrando o histórico da entidade em oferecer soluções em momentos de crise: “Um ponto importante sempre foi chamar as entidades de classe e os poderes para que, de forma conjunta, buscássemos alternativas para superar os desafios. Esses desafios (tarifaço) poderão ser mantidos, reduzidos ou até revogados, mas não sabemos ainda. Como médico, cabe a mim tomar medidas preventivas, para que não sejamos pegos de surpresa, sem saber como resolver e como atender vocês”.

Pereira alertou para os possíveis impactos do “tarifaço” no agronegócio goiano, caso a medida se concretize e o Brasil adote reciprocidade: “Só no agronegócio, são 48 mil agricultores cooperados em Goiás. Eles serão pressionados pelo aumento dos custos e redução nos preços de venda”. Ele enfatizou que o impacto pode se estender por toda a cadeia produtiva.

Além da linha emergencial de crédito, a reunião marcou o início dos trabalhos de um grupo formado por representantes do governo estadual e da iniciativa privada, com o objetivo de definir ações conjuntas para proteger a economia goiana dos efeitos do “tarifaço”, com possível entrada em vigor em 1º de agosto.

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