Petrobras reajusta preço médio do querosene de aviação em 11,76%

© Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

O querosene de aviação ficou 11,76% mais caro, em média, nas refinarias da Petrobras. O reajuste começou a valer em 1º de outubro e elevou o preço médio de R$ 5,585 por litro, em setembro, para R$ 6,242 por litro, em outubro.

O combustível abastece aviões e helicópteros. A Petrobras informa os valores de cada refinaria em uma tabela disponível em seu site. Pelo contrato com as distribuidoras, o preço é atualizado no primeiro dia de cada mês.

O mercado define o valor do querosene de aviação

A Petrobras produz o combustível em suas refinarias ou importa o produto para vendê-lo às distribuidoras. Essas empresas fazem o transporte e comercializam o QAV com companhias aéreas, outros consumidores nos aeroportos e revendedores.

A estatal responde por cerca de 85% da produção nacional de QAV, mas o mercado permite a atuação de outras empresas na produção e na importação. O produto é uma commodity, nome dado à matéria-prima negociada em grandes volumes e com preço influenciado pelo mercado internacional.

Por isso, a produção brasileira de petróleo não impede que os derivados acompanhem as cotações externas. O valor cobrado pelas distribuidoras também considera a cadeia de transporte e venda até os consumidores.

Combustível pesa nos custos das empresas

Antes do conflito no Oriente Médio, o QAV representava cerca de 30% das despesas operacionais das companhias aéreas brasileiras, segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), órgão responsável pela regulação do setor. Depois da guerra, o combustível passou a responder por mais de 45% desses custos, de acordo com a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear).

A Petrobras atribui as altas registradas nos últimos meses à guerra no Oriente Médio e aos efeitos do conflito sobre a logística da indústria de petróleo e derivados. A estatal relaciona a elevação à instabilidade no Estreito de Ormuz, passagem marítima ao sul do Irã.

Segundo essa explicação, a redução da oferta de petróleo nos mercados pressionou os preços. O valor médio do QAV em outubro ficou 74% acima do registrado em 1º de março, quando o litro custava R$ 3,592. A fonte associa essa data ao dia seguinte ao início dos ataques militares de Estados Unidos e Israel contra o Irã.

Houve reduções no preço em junho e julho, quando Estados Unidos e Irã se aproximaram de um acordo, segundo o texto. O QAV voltou a subir em agosto, setembro e outubro. Em maio, a Petrobras autorizou as distribuidoras a parcelarem o reajuste para reduzir o impacto sobre os caixas das companhias aéreas.

Créditos da imagem: © Rafa Neddermeyer/Agência Brasil


Com informações da Agência Brasil

Redação Extra News Goiás
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