Conselho Brasileiro de Oftalmologia orienta frequência de consultas conforme idade e doenças

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© CBO/Divulgação

A consulta com oftalmologista deve considerar a idade do paciente e a existência de doenças ou fatores de risco, segundo orientação do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO). O documento com as recomendações foi lançado no dia 10, durante o 70º Congresso da especialidade, realizado em Salvador até o dia 12.

A entidade afirma que a avaliação periódica permite identificar doenças que podem evoluir sem sintomas e causar perda visual irreversível. Em nota, o CBO declarou: “Somente por meio desse encontro se torna possível fazer o diagnóstico precoce e o tratamento oportuno de doenças que acometem a visão”.

O acompanhamento começa na maternidade

O documento recomenda que o cuidado oftalmológico tenha início ainda na maternidade. No berçário, o teste do reflexo vermelho pode identificar catarata e glaucoma congênitos, alterações na córnea, tumores intraoculares, inflamações importantes e hemorragias intravítreas.

Nos primeiros anos, a avaliação inclui o desenvolvimento visual, a fixação e o alinhamento dos olhos. Segundo o CBO, erros de refração sem correção são a principal causa de deficiência visual entre crianças brasileiras e podem afetar o rendimento escolar e a socialização.

A ambliopia, conhecida como olho preguiçoso, pode ser prevenida com exame oftalmológico realizado até os 3 anos. Dados internacionais citados pelo conselho indicam que 40% das crianças cegas poderiam ter essa consequência evitada ou tratada com atendimento no período adequado.

O teste do reflexo vermelho é uma triagem feita com o uso de uma fonte de luz para observar a resposta dos olhos. No atendimento neonatal, ele auxilia na identificação de alterações que precisam de avaliação médica.

A consulta com oftalmologista varia

Os intervalos indicados pelo conselho servem como referência mínima para pessoas sem doença ocular diagnosticada e sem fatores de risco. Quando há doença crônica, histórico familiar de problemas nos olhos ou exposição a circunstâncias específicas, o oftalmologista pode reduzir o período entre as consultas após avaliar cada paciente.

O acompanhamento e os exames devem ocorrer em consultórios, postos de saúde e hospitais que cumpram as exigências da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para estrutura, equipamentos e condições sanitárias.

O CBO informa que a maior parte das causas de cegueira e deficiência visual pode ser evitada ou tratada quando identificada precocemente. O conselho estima cerca de 1,5 milhão de pessoas cegas no Brasil. Entre as quatro maiores causas estão catarata, glaucoma, retinopatia diabética e degeneração macular, condições que acometem idosos.

Créditos da imagem: © CBO/Divulgação


Com informações da Agência Brasil

Redação Extra News Goiás
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