Gayer, aliado de Flávio Bolsonaro, fica sabendo da fuga pela imprensa e alega perseguição política
A suspeita de fuga de Flávio Bolsonaro (PL) para o exterior ganhou repercussão nesta terça-feira (27) e provocou incertezas entre aliados políticos, incluindo integrantes do grupo que apoiou sua candidatura presidencial. Entre os nomes ligados ao senador está Gustavo Gayer (PL), senador eleito por Goiás e participante da mobilização eleitoral em favor de Flávio.
As informações sobre uma possível saída do Brasil surgiram na imprensa argentina, que relatou uma suposta passagem do parlamentar pela fronteira com destino aos Estados Unidos. Gayer publicou um vídeo afirmando que tomou conhecimento do episódio pela imprensa, através do portal Metrópoles que publicou que familiares informaram que Flávio havia deixado o país em destino aos EUA.
Aliados apresentam versões diferentes
O governador eleito do Rio Grande do Sul, Luciano Zucco (PL), próximo da família Bolsonaro, afirmou que soube pelos veículos de comunicação da possibilidade de Flávio ter deixado o Brasil. Zucco também declarou que não havia tentado entrar em contato com o senador.
Outros integrantes do grupo político apresentaram relatos divergentes. O senador Rogério Marinho (PL), que coordenou a campanha presidencial de Flávio, negou que ele tivesse saído do país, enquanto outros aliados relataram ter recebido informações sobre uma possível viagem.
Gayer participou da campanha presidencial do parlamentar e recebeu apoio público de Flávio durante sua candidatura ao Senado por Goiás. O vínculo político entre os dois ganhou visibilidade nas articulações eleitorais do Partido Liberal.
Polícia Federal apura possível saída
A Polícia Federal (PF) passou a verificar informações sobre o paradeiro de Flávio Bolsonaro depois que surgiram relatos de sua suposta entrada na Argentina. O governo argentino informou não ter encontrado registro da passagem do senador pelo país.
O caso ocorre após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinar a entrega dos passaportes do parlamentar. Flávio não cumpriu o prazo estabelecido e teve os documentos cancelados, conforme informações atribuídas a integrantes da Polícia Federal.
A retenção dos documentos faz parte de uma investigação sobre suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo o senador e o advogado Willer Tomaz. Flávio nega irregularidades e havia declarado que não pretendia deixar o Brasil.
O paradeiro do parlamentar permanecia sem esclarecimento público, enquanto autoridades verificavam as informações sobre a possível viagem e aliados apresentavam versões contraditórias.
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