Casos de leishmaniose humana somam 28 em Goiânia neste ano
Leishmaniose é causada por um parasita e transmitida pela picada do mosquito-palha, quando o inseto está infectado
Vinte e oito casos de leishmaniose humana foram confirmados em Goiânia durante o ano de 2026, conforme dados da Secretaria Municipal de Saúde (SMS). Deste total, 21 registros são da leishmaniose tegumentar e sete da forma visceral, que é considerada mais grave. A capital goiana, por outro lado, mantém um histórico positivo ao não identificar casos de transmissão canina da doença dentro de seu território desde 2015.
Neste mesmo ano, a Vigilância em Zoonoses da SMS investigou 304 suspeitas de leishmaniose visceral em cães. Embora 21 animais tenham tido a infecção confirmada, todas as contaminações ocorreram em outras localidades, fora do município. A secretaria atua ativamente no recebimento de notificações, na investigação de suspeitas e no monitoramento de áreas de risco epidemiológico para a doença.
O trabalho da Vigilância em Zoonoses
A Vigilância em Zoonoses é um setor de saúde pública que tem como objetivo monitorar e controlar doenças que podem ser transmitidas de animais para seres humanos. Suas atividades incluem investigar surtos, desenvolver ações preventivas e controlar populações de vetores e hospedeiros, como mosquitos e animais domésticos, para salvaguardar a saúde da comunidade.
A leishmaniose, causada por um parasita, é transmitida aos humanos e animais pela picada do mosquito-palha, também conhecido como birigui ou tatuquira, quando o inseto já está infectado. A doença não passa diretamente de uma pessoa para outra. A versão tegumentar manifesta-se principalmente por feridas que surgem na pele e podem afetar as mucosas, enquanto a leishmaniose visceral é mais séria, podendo comprometer órgãos vitais como o fígado e o baço.
Prevenção e cuidados necessários
Sinais da leishmaniose visceral incluem febre prolongada, perda de peso, fraqueza, anemia e aumento do volume abdominal. Nesta forma da doença, os cães desempenham um papel relevante no ciclo de transmissão, pois o mosquito-palha pode se infectar ao picar um animal doente e, posteriormente, transmitir o parasita para uma pessoa. Por isso, os cuidados com os animais e seus ambientes são fundamentais.
Jennifer Caetano, gerente de Vigilância de Doenças e Agravos Transmissíveis da SMS, destaca a importância da higiene ambiental. “É importante manter quintais e terrenos limpos, retirar folhas, frutos e outros materiais orgânicos acumulados e evitar locais que possam favorecer a presença do mosquito-palha”, afirma. Ela também orienta que, ao surgirem sintomas como feridas que não cicatrizam, febre prolongada, perda de peso ou fraqueza, a população procure uma unidade de saúde, pois o diagnóstico e tratamento adequados ajudam a evitar o agravamento. A Semana Nacional de Controle e Combate à Leishmaniose reforça anualmente a importância de conhecer as formas de transmissão, reconhecer os sinais e adotar medidas que diminuam os riscos. Moradores de Goiânia com dúvidas sobre a leishmaniose canina podem contatar a Vigilância em Zoonoses pelo WhatsApp (62) 98208-9555.
Fonte e Fotos: Prefeitura Municipal de Goiânia
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