Alunos utilizam YouTube e TikTok como principal recurso para trabalhos em Goiás
© Rovena Rosa/Agência Brasil
A regulamentação sobre a presença de telefones celulares em ambientes escolares no Brasil intensifica o debate sobre tecnologia na educação, com uma lei federal em vigor desde janeiro de 2025 proibindo seu uso. A legislação veda o aparelho durante aulas, recreio e intervalos.
Conforme a educadora Daniela Costa, consultora da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) no Brasil, a simples proximidade de um celular pode distrair, causando impacto negativo na aprendizagem. Pesquisas do Cetic.br de início de 2026 mostram que 51% das escolas já não permitem que os alunos sequer levem o celular, embora essa restrição seja menos rígida no ensino médio, caindo para 31% dos estabelecimentos. Nesses casos, o aparelho deve permanecer guardado.
Distração em sala de aula
Existe uma correlação negativa entre o uso excessivo de tecnologias digitais e o aprendizado dos estudantes, de acordo com Daniela Costa. Ela aponta que o fator de distração de celulares foi observado em 14 países. “Eu estou em aula, os meus alunos pegam o celular e pronto, acabou. Eles não têm mais atenção”, afirmou a consultora.
Como alunos pesquisam
A maneira como os estudantes do ensino médio realizam pesquisas para trabalhos escolares também evidencia uma transformação. Levantamentos indicam que aplicativos de vídeo, como YouTube e TikTok, são o recurso digital mais utilizado para essa finalidade, empregados por 89% dos alunos. Essa tendência sinaliza uma mudança da pesquisa verbal para a visual. Em seguida, os sites de buscas, como o Google, são utilizados por 88% dos estudantes, enquanto blogs e Wikipédia aparecem com 72%. Plataformas de inteligência artificial são usadas por 70% e livros digitais por 65%.
Capacitação contínua para educadores
A formação continuada é um processo de aprendizado e aprimoramento profissional essencial para quem já está no mercado de trabalho. No campo da educação, ela permite que professores e gestores escolares atualizem seus conhecimentos e habilidades, incorporando novas metodologias e tecnologias em sala de aula e acompanhando as demandas da sociedade moderna.
O papel dos professores
Apesar de os professores serem referências para os alunos no uso das tecnologias digitais – o percentual de estudantes que se informam com eles subiu de 44% em 2022 para 56% em 2024 –, há uma preocupação com a capacitação dos docentes. A proporção de professores com formação continuada sobre tecnologias digitais para ensino e aprendizagem caiu de 65% em 2021 para 54% em 2024. “É como se, durante a pandemia, precisávamos falar sobre isso. Depois, não precisamos mais”, criticou Daniela Costa. Para ela, a sociedade deve se comprometer com o educador, pois “Não existe uma sociedade sem escolas, não existe uma sociedade sem professores”.
Inclusão crítica de tecnologias
Daniela Costa, que coordena a pesquisa TIC Educação do Cetic.br, participou do 4º Encontro de Educadores do Século XXI, nesta sexta-feira (14), no Rio de Janeiro. O evento foi organizado pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan). Na ocasião, a consultora defendeu uma “inclusão digital significativa e crítica”. Ela argumenta que não basta apenas fornecer tecnologias, mas sim pensar em objetivos, riscos e oportunidades, educando os alunos para um uso mais consciente. Costa citou o exemplo da China, onde gravações de aulas para 100 milhões de estudantes rurais melhoraram seus resultados em 32% e diminuíram a desigualdade salarial em 38%.
Fonte e Fotos: Agência Brasil
https://agenciabrasil.ebc.com.br/educacao/noticia/2026-08/na-era-da-ia-inclusao-digital-deve-ser-critica-defende-educadora
O Extra News Goiás é um portal de notícias regional, no ar desde 2015, comprometido com um jornalismo ágil, claro e confiável. Cobrimos política, cidades, eventos, coluna social e tecnologia em Goiás. Todo o conteúdo é curado e revisado pela Agência Fourp's Marketing para levar até você informação de qualidade com a agilidade que o seu dia exige.
Sobre o Extra News Goiás →