Sandro Mabel: Goiânia repassa autonomia financeira para escolas e saúde

Pafie e Pafus garantem soluções mais rápidas às demandas de escolas e unidades de saúde em Goiânia

Finalidade dos programas é reduzir a burocracia e resolver problemas rotineiros de maneira célebre e eficiente (Fotos: Divulgação/SME)

Goiânia (GO) — A Prefeitura de Goiânia tem ampliado a autonomia financeira de suas unidades de Educação e Saúde, agilizando repasses de recursos para reformas e manutenção por meio dos programas de Autonomia Financeira da Instituição Educacional (Pafie) e Autonomia Financeira das Unidades de Saúde (Pafus). Desde o início da atual gestão, esses programas têm permitido que escolas, Cmeis e unidades de saúde resolvam demandas prioritárias com maior celeridade, impactando diretamente a qualidade dos serviços oferecidos à população goianiense.

A iniciativa visa desburocratizar o acesso a verbas para pequenos reparos e aquisição de materiais, garantindo que as necessidades mais urgentes de cada local sejam atendidas de forma eficiente. O prefeito Sandro Mabel destacou a finalidade de ambos os programas, afirmando que “Com o repasse, cada unidade movimenta os recursos por meio de conta bancária própria e decide quais são as prioridades da semana para manutenção predial, aquisição de materiais de escritório, serviços de limpeza, pequenos reparos e outros. É a aproximação do poder público da real necessidade daquela comunidade escolar. O Pafie é um sucesso na Educação e, na Saúde, o Pafus veio para ficar.” Para assegurar uma gestão democrática e fiscalizada, cada unidade conta com um conselho ou comissão executora, composto por servidores, gestores e representantes da comunidade local.

### Autonomia na Educação: R$ 329,4 milhões para escolas e Cmeis

O Programa de Autonomia Financeira da Instituição Educacional (Pafie), executado pela Secretaria Municipal de Educação (SME), inspirou a criação do modelo na Saúde devido ao seu êxito. Em 2025, a Prefeitura de Goiânia repassou R$ 222 milhões às escolas e Centros Municipais de Educação Infantil (Cmeis), e outros R$ 107,4 milhões no primeiro quadrimestre de 2026. Todas as 376 unidades educacionais da capital já receberam verbas do programa, e mais de 200 delas estão realizando intervenções durante o período de férias.

A secretária municipal de Educação, Giselle Faria, pontuou que “os investimentos refletem o compromisso com a melhoria contínua da educação pública, assegurando melhores condições de aprendizagem, valorização dos espaços escolares e fortalecimento das práticas pedagógicas em toda a rede municipal.” Um exemplo prático da aplicação desses recursos é a Escola Municipal Jaime Câmara, que passa por uma reforma significativa desde o ano passado. Com um investimento de R$ 550 mil, a unidade realizou a ampliação de ambientes administrativos e banheiros, a criação de salas de regulação para estudantes autistas, a cobertura do pátio, a instalação de novos equipamentos e a construção de uma quadra coberta. O diretor Francione Cardoso ressaltou que a escola, sendo antiga, necessitou de grandes melhorias como o redimensionamento elétrico, pintura para combater infiltrações e a substituição do piso cerâmico por granitina, um material mais resistente. Segundo ele, “a comunidade escolar tem uma participação mais efetiva e uma decisão mais assertiva em relação à aplicação dos recursos. Então, com esse processo, todos ganham uma escola mais eficiente, de melhor resultado e com boa estrutura física.”

### Novas Oportunidades e Estrutura Renovada

Além das reformas em unidades existentes, o Pafie também tem viabilizado a ampliação da oferta de vagas na rede municipal de educação de Goiânia. Um prédio do antigo Colégio Estadual Mariana Rassi, cedido pelo Governo do Estado de Goiás, está sendo preparado para receber aproximadamente 200 crianças na região Sudoeste da capital. Com um investimento de R$ 341 mil até o momento, a nova Escola Municipal Mariana Rassi teve seus espaços internos e externos revitalizados.

A diretora da nova unidade, Milza Graciele Francisco Varini, afirmou que “mais do que adequar um imóvel, esse trabalho significa criar novas oportunidades de acesso à educação, acolher as famílias e oferecer às crianças um ambiente seguro, confortável e preparado para o seu desenvolvimento.” O gerente de Acompanhamento e Manutenção da Rede Física da SME, Lucas Ramos, detalhou as intervenções essenciais para transformar o local, que estava abandonado há anos: “Fizemos grandes intervenções no ambiente como um todo. A parte de pintura, refizemos toda a parte elétrica e hidráulica da unidade, readequações dos banheiros infantis, construção de baterias de banheiros, revitalização de toda a área externa, troca de telhado, construção da parte de bate-coberto no refeitório, dentre outras tantas.”

### Pafus: Agilidade na Saúde de Goiânia

Inspirado pelo sucesso na Educação, o Programa de Autonomia Financeira das Unidades de Saúde (Pafus) foi instituído pela Lei Ordinária Nº 11623/2026 e já demonstra seu impacto na saúde pública de Goiânia. A primeira remessa de recursos, no valor de R$ 10 milhões, foi realizada em 10 de julho de 2026, com fundos provenientes do Fundo Municipal de Saúde. Desse montante, cada uma das 11 unidades de urgência e emergência da capital recebeu R$ 100 mil, enquanto as 106 unidades básicas de saúde e as de saúde mental receberam R$ 70 mil cada. Uma nova transferência, também de R$ 10 milhões, está prevista para setembro, totalizando um repasse de R$ 20 milhões em 2026.

O secretário municipal de Saúde, Luiz Pellizzer, celebrou o aumento do investimento: “O prefeito trouxe uma notícia muito boa para a população. Um investimento que era previsto de R$ 8 milhões, que ele já tinha subido a R$ 10 milhões, agora vai investir R$ 20 milhões. É dignidade e melhor atendimento da população goianiense a serviço da secretaria.” Diretores de unidades de saúde reforçam a importância do Pafus para o atendimento à população. José Ismariano Cardoso, gestor do Cais Cândida de Morais, destacou que o programa é fundamental para a continuidade dos serviços: “Torneiras que estragam, tomadas que interrompem o funcionamento de um computador, lâmpadas que queimam — nada disso vai mais paralisar os serviços. Agora, o gestor tem autonomia para tomar decisões imediatas. Antes do Pafus, nós levávamos entre dez e quinze dias para resolver questões simples. Agora, o dinheiro está na conta para que o próprio gestor determine pequenos reparos, adquira insumos e equipamentos.”

A coordenadora-geral do Cais Finsocial, Leda Andrade Teixeira, complementou que o programa se refletirá em melhorias para os usuários, pois “para nós, gestores, o Pafus vai facilitar o processo de trazer as melhorias que a população de Goiânia precisa e merece. Reformas estruturais, serviços de imagem, divulgação do serviço prestado na nossa unidade, acesso aos serviços, tudo isso vai ficar mais fácil. Por não precisar de licitação para pequenas reformas, a melhoria virá dentro de uma semana, dez dias no máximo.”

Fonte e Fotos: Prefeitura Municipal de Goiânia

Redação Extra News Goiás
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