Bolsonaro depõe no DF e nega quebra da lei por arma de segurança.

Bolsonaro inicia reabilitação pós-operatória | Agência Brasil

© Reuters/Diego Herculano/Arquivo/Proibida reprodução

O ex-presidente Jair Bolsonaro prestou depoimento à Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) para esclarecer a apreensão de uma arma de fogo com um de seus seguranças, afirmando que em nenhum momento houve intenção de descumprir a lei. O depoimento, realizado na residência onde o ex-mandatário cumpre prisão domiciliar, faz parte do inquérito que investiga o episódio e ocorre em um momento crucial para a continuidade de sua detenção em casa.

A Apreensão da Arma em Blitz no DF

A investigação teve início após a interceptação de uma pistola Glock 9mm, acompanhada de um carregador sobressalente, no dia 15 de junho. A arma apreendida foi localizada durante uma blitz de rotina em Taguatinga, região administrativa do Distrito Federal. O veículo, onde estava um dos seguranças do ex-presidente, foi parado em um ponto de bloqueio. O motorista, conduzido à delegacia, relatou às autoridades que a pistola lhe fora entregue em razão de uma pane.

A Versão de Bolsonaro e a Defesa Jurídica

A defesa de Jair Bolsonaro, representada pelo advogado Paulo Cunha Bueno, reiterou a explicação do ex-presidente à PCDF. Segundo Bueno, Bolsonaro confirmou ter solicitado ao militar que auxiliasse no conserto da arma de fogo após constatar que ela não estava funcionando. Em uma postagem em suas redes sociais, o advogado enfatizou que “em momento algum houve intuito de descumprir qualquer determinação legal”, qualificando o caso como “criminalmente acromático”, ou seja, sem relevância penal sob a ótica jurídica.

Registro e Propriedade da Arma Questionados

Os advogados do ex-presidente Bolsonaro argumentaram que a arma de fogo é de propriedade do ex-presidente, está devidamente registrada e, como não houve qualquer ordem para o cancelamento de seu registro, a pistola “deveria, de fato, estar em seu endereço”. A defesa já havia, na semana anterior, encaminhado esclarecimentos por escrito ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a respeito das questões levantadas pelo incidente.

Moraes Questiona Timing e Prisão Domiciliar de Bolsonaro

O ministro Alexandre de Moraes, que acompanha o caso, questionou “por que às vésperas do encerramento do período de 90 dias concedidos a título de prisão domiciliar humanitária, o condenado solicitou a realização de um reparo no armamento”. A indagação surge enquanto se aguarda a decisão de Moraes, prevista para esta quinta-feira (25), sobre a manutenção ou não da prisão domiciliar do ex-presidente.

Contexto da Prisão Domiciliar do Ex-Presidente

Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar temporária desde 27 de março deste ano. A medida foi aplicada após sua condenação a 27 anos e três meses de reclusão no processo que investiga a suposta trama golpista. A expectativa da defesa do ex-presidente é que o inquérito sobre a arma apreendida seja rapidamente concluído e arquivado. “Aguardamos que o inquérito, em trâmite na Polícia Civil do Distrito Federal, seja, em breve, arquivado”, concluiu o advogado Paulo Cunha Bueno em sua manifestação.

Fonte e Fotos: Agência Brasil

https://agenciabrasil.ebc.com.br/politica/noticia/2026-06/bolsonaro-presta-depoimento-a-policia-sobre-apreensao-de-arma

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