Goiânia: Cartilha orienta sobre riscos e convivência com macacos em parques.

Pesquisa da USP com apoio da Amma orienta convivência segura com macacos-prego no Parque Areião

Parceria entre Amma e pesquisadores da USP resulta em cartilha para promover a convivência segura de visitantes dos parques e macacos-prego | Fotos: Túlio Lousa/Divulgação

Um esforço conjunto entre a Agência Municipal do Meio Ambiente (Amma), vinculada à Prefeitura de Goiânia, e a Universidade de São Paulo (USP) culminou na criação de um guia para orientar a interação entre frequentadores e macacos-prego no Parque Areião. A iniciativa, baseada em um estudo detalhado, visa promover uma convivência segura e sustentável, alertando para os riscos de alimentação e aproximação excessiva dos animais silvestres.

A pesquisa, conduzida no Parque Areião sob a coordenação do professor Túlio Lousa, da USP, empregou diversas metodologias para observar o comportamento dos macacos-prego e as dinâmicas com os visitantes. Pesquisadores registraram observações diretas, utilizaram filmagens e aplicaram questionários aos frequentadores para compreender os diferentes padrões de interação. Foram identificados três tipos principais: a mera observação dos animais com registros fotográficos, a busca ativa de alimentos pelos macacos próximos aos humanos e, finalmente, a prática deliberada de visitantes que oferecem comida aos primatas. Apesar de a maioria das interações ter sido classificada como positiva, o estudo documentou situações de perigo que poderiam potencialmente levar a mordidas ou ataques, especialmente quando os macacos eram alimentados ou quando os visitantes se aproximavam em demasia para capturar imagens.

Mariana Gontijo, estudante de Biologia e integrante da equipe de pesquisa, salienta que o ato de alimentar os macacos pode desequilibrar o comportamento natural da fauna e, consequentemente, aumentar os riscos para as pessoas. “O Parque Areião já é um ambiente rico em alimentos naturais que são ótimos para o metabolismo dos macacos”, afirma, reforçando que a interferência humana na dieta dos animais é desnecessária e prejudicial.

Recomendações Essenciais para uma Convivência Respeitosa

Com base nas conclusões do estudo sobre a interação com os macacos-prego, a Amma e a USP elaboraram uma série de orientações fundamentais para os frequentadores dos parques. É crucial que a população mantenha uma distância segura dos animais, evitando movimentos bruscos ou a emissão de barulhos altos que possam os assustar. A regra primordial é nunca oferecer alimentos aos macacos. Adicionalmente, o descarte adequado de resíduos é vital para não atrair os animais em busca de comida. Fotos e vídeos são incentivados, desde que realizados sem aproximação excessiva, preservando a segurança de todos e o bem-estar dos primatas.

Preservação de Primatas em Outros Parques de Goiânia

A preocupação com a interação entre humanos e primatas não se limita ao Parque Areião. A bióloga e analista ambiental da Amma, Wanessa de Castro, destaca a presença de outras espécies de símios em áreas verdes importantes da capital goiana. O Parque Macambira, por exemplo, é habitat para populações de guaribas, enquanto o Bosque dos Buritis é conhecido por abrigar saguis. Diante desse cenário, a Amma mantém uma política unificada para todos os parques. “Em todos os parques, a orientação da Amma é que a população descarte corretamente seus resíduos e evite alimentar os animais”, reitera Wanessa de Castro, enfatizando a relevância dessas ações para a saúde dos ecossistemas urbanos e a segurança dos visitantes em toda a cidade.

Fonte e Fotos: Prefeitura Municipal de Goiânia

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