Prefeitura de Goiânia desocupa 8 construções irregulares em APP do Rio Meia Ponte
Ação é direcionada exclusivamente às construções irregulares recentes e não envolve a retirada de moradores das ocupações antigas da região
Goiânia presenciou o início de uma importante operação ambiental e de segurança pública esta semana, quando a Secretaria Municipal de Eficiência (Sefic) deflagrou uma ação de desocupação em uma Área de Preservação Permanente (APP) crítica às margens do Rio Meia Ponte. O foco da intervenção, concentrada na Vila Roriz, região Norte da capital, são exclusivamente as construções irregulares que avançaram recentemente sobre o espaço protegido, visando coibir novas ocupações em área de risco e preservar o ecossistema fluvial.
As equipes da Sefic concentram seus esforços em oito edificações clandestinas que se encontravam em estágio inicial de construção, caracterizadas por serem recentes e ainda em fase de implantação. Todas essas estruturas estão inseridas em uma faixa de preservação ambiental vital e, perigosamente, em solo constantemente ameaçado por alagamentos. A gravidade da situação é evidenciada pelo fato de que certas construções foram erguidas a uma distância inferior a dez metros das margens do Rio Meia Ponte, desrespeitando frontalmente as normas da legislação ambiental vigente.
A iniciativa municipal vai além da mera fiscalização, configurando-se como uma medida preventiva essencial. Seu principal objetivo é frear a consolidação de novos assentamentos em terrenos de alto risco, defendendo duplamente o ecossistema local e a integridade de potenciais futuros moradores. Especialmente durante a estação das chuvas, a elevação do volume hídrico do Rio Meia Ponte representa uma séria ameaça de inundações, que poderiam culminar em perdas patrimoniais severas e, mais gravemente, colocar em perigo a vida de pessoas.
### Prevenção de Risco e Preservação Ambiental em Goiânia
É imperativo esclarecer que a atual campanha de desocupação da Sefic tem um escopo bem definido. Ela se volta unicamente para as estruturas ilegais erguidas recentemente, que ainda estão em fase de implementação. A prefeitura reafirma que não há qualquer plano de remoção para as residências e famílias que já ocupam a área há mais tempo, foco da ação são as novas irregularidades. Essa atuação proativa se alinha à estratégia abrangente da administração municipal de Goiânia para impedir o avanço de construções em áreas inadequadas e, simultaneamente, zelar pelos valiosos recursos ambientais, blindando assim novas famílias da exposição a cenários de vulnerabilidade social e perigo iminente.
Fonte e Fotos: Prefeitura Municipal de Goiânia

