Rio de Janeiro registra 987 agressões contra médicos desde 2018
© Marcelo Camargo/Agência Brasil
A preocupante escalada de violência contra profissionais de saúde no Rio de Janeiro colocou a segurança dos médicos em unidades de atendimento no centro de um debate emergencial. Uma reunião promovida nesta terça-feira (5) pelo Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro (Cremerj), em parceria com o Conselho Federal de Medicina (CFM), revelou um panorama alarmante: quase mil casos de agressão contra médicos foram registrados no estado entre 2018 e 2025, gerando um forte apelo por medidas de proteção mais eficazes.
### Alerta Vermelho na Segurança dos Médicos
Os dados apresentados durante o encontro delineiam uma crise de segurança para médicos no exercício de suas funções. Entre os anos de 2018 e o corrente ano de 2025, foram contabilizados 987 episódios de agressão. A maioria desses incidentes, com 717 registros, ocorreu em instituições de saúde públicas, enquanto 270 casos foram documentados em estabelecimentos da rede privada.
A natureza das agressões contra profissionais de saúde varia, mas um padrão claro emergiu das estatísticas. A violência verbal lidera o ranking dos tipos de ataque, somando 459 notificações. Em seguida, figuram 89 ocorrências de agressão física e 208 de assédio moral. O levantamento destaca ainda que a maioria das vítimas de agressão contra médicos é composta por mulheres, um fator que agrava a preocupação das entidades médicas.
### Mulheres Médicas: Alvo de Violência
Para Antônio Braga Neto, presidente do Cremerj, os números servem como um grito de alerta que exige ação imediata e decisiva. Ele enfatizou a necessidade de garantir um ambiente de trabalho seguro para os profissionais.
> “Esses dados mostram uma realidade grave, que não pode mais ser tolerada. Estamos falando de profissionais que estão na linha de frente, cuidando da população, e que precisam ter garantidas condições mínimas de segurança para exercer sua função”, destacou.
Braga Neto expressou particular consternação com a situação de vulnerabilidade enfrentada pelas médicas. A predominância de mulheres entre as vítimas de violência contra profissionais de saúde no ambiente de trabalho ressalta a urgência de políticas de proteção específicas.
> “É absolutamente inaceitável que médicas sejam vítimas de violência física dentro de unidades de saúde. Trata-se de uma situação extrema, que evidencia o nível de vulnerabilidade a que esses profissionais estão expostos e reforça a urgência de medidas efetivas de proteção”, afirmou.
A discussão entre Cremerj e CFM sublinha a gravidade da situação e a determinação das entidades em buscar soluções para frear a onda de violência contra médicos, visando a salvaguarda de quem cuida da saúde da população.
Fonte e Fotos: Agência Brasil
https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2026-05/quase-mil-medicos-sofreram-agressao-no-trabalho-no-rj-desde-2018
