Xingu, nova onça-pintada do BioParque Vale Amazônia, reforça conservação

Onça-pintada nascida no BioParque Vale Amazônia ganha o nome de Xingu

© Bioparque Vale Amazônia/Divulgação

A notícia do nascimento de um filhote de onça-pintada no BioParque Vale Amazônia, em Parauapebas, no Pará, ressoa especialmente em Goiás. Batizado de Xingu, o mais novo habitante do parque tem suas raízes profundamente ligadas ao nosso estado, já que seus pais, Marília e Zezé, são goianos e exemplificam a importância do resgate e da conservação da fauna silvestre.

Xingu, um macho nascido em 27 de dezembro, é o irmão mais novo de Rhuana e Rhudá. Seu nome, escolhido em votação popular na semana passada, é uma homenagem a um dos rios mais importantes da Amazônia, que atravessa também o Mato Grosso e biomas como a Amazônia e o Cerrado.

A conexão com Goiás é fundamental para a história de Xingu. Sua mãe, Marília, foi resgatada de um cativeiro ilegal em território goiano, enquanto seu pai, Zezé, nasceu em uma instituição aqui no estado, filho de onças também vítimas de tráfico de animais silvestres. Por terem tido o habitat natural comprometido pela influência humana, tanto Marília quanto Zezé não possuem as habilidades necessárias para serem reintroduzidos na natureza, tornando-os embaixadores da causa da conservação em cativeiro.

O nascimento de Xingu representa a sétima reprodução bem-sucedida de onças no BioParque nos últimos 12 anos, um esforço crucial dentro da estratégia nacional de preservação da onça-pintada, espécie-símbolo da fauna brasileira e ameaçada de extinção. Conforme explicou Rejânia Azevedo, analista administrativa do BioParque, o parque não captura animais da natureza. “A gente não pega nenhum animal da natureza. Eles vêm através dos órgãos ambientais, de cativeiros ilegais, de apreensões. Alguns chegam bem, mas alguns já chegam machucados, mutilados. Então fazemos todo um procedimento de acompanhamento e de atendimento [desses animais]”, disse.

Apesar de já ser uma estrela nas plataformas digitais, Xingu ainda não pode ser visitado pelo público. Com apenas três meses, ele permanece na área de manejo sob os cuidados maternos. “O Xingu não poderia ser readaptado para a natureza porque já nasceu em cativeiro. Daí ele permanecerá aqui ou será destinado para algum outro zoológico”, afirmou a analista. Ela acrescentou que “Hoje ele tem três meses e fica na área de manejo, sob os cuidados da mãe. Ele não pode ainda vir para a exposição [do público] porque ainda é um bebê. Quando ele chegar aos cinco ou seis meses de idade é que a mãe vai ensinar ele para vir para a exposição”. Quando adulto, a onça-pintada, o maior felino das Américas, pode atingir até 1,90 metro de comprimento e pesar 135 quilos.

O BioParque Vale Amazônia, um espaço de 30 hectares na Floresta Nacional de Carajás mantido pela Vale há 41 anos, é membro da Associação de Zoológicos e Aquários do Brasil (AZAB) e parceiro em planos de conservação de espécies ameaçadas. Além de Xingu, o parque abriga 360 animais de 70 espécies, incluindo a macaca-aranha Chicó, cuja história de resgate de maus-tratos no Mato Grosso e reabilitação ilustra o compromisso da instituição com a recuperação de animais silvestres ameaçados. Chicó, que viveu acorrentada e foi submetida a maus-tratos por 18 anos, teve que reaprender hábitos de primata após seu resgate, um testemunho do trabalho intensivo de biólogos e veterinários do BioParque.

Com mais de 200 mil visitantes no ano passado, o BioParque oferece entrada gratuita e funciona de terça a domingo, permitindo aos visitantes conhecer não só sua rica fauna, mas também a flora amazônica, como uma castanheira plantada pelo então príncipe Charles e Princesa Diana em 1991.

Fonte e Fotos: Agência Brasil

https://agenciabrasil.ebc.com.br/meio-ambiente/noticia/2026-04/onca-pintada-nascida-no-bioparque-vale-amazonia-ganha-o-nome-de-xingu

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