Ministério da Saúde desmente fake news sobre a vacina da gripe

Vacina da gripe não aumenta risco da doença, alerta ministério

© Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

O Ministério da Saúde emitiu um alerta nesta quarta-feira (1º) para a disseminação de informações falsas nas redes sociais, que têm como alvo a vacina contra a gripe. A pasta desmentiu boatos que circulam virtualmente, assegurando a segurança e eficácia do imunizante.

As publicações inverídicas, segundo o Ministério, “Publicações afirmam, sem qualquer base científica, que o imunizante aumentaria o risco de contrair a própria gripe. A informação é falsa”. Em nota, a pasta refutou categoricamente essa afirmação, que carece de embasamento científico.

A vacina da gripe produzida no Brasil, sob a responsabilidade do Instituto Butantan, é comprovadamente eficaz na prevenção de internações hospitalares e óbitos, especialmente em populações mais suscetíveis, como crianças pequenas e pessoas acima dos 60 anos. O Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza a vacina Influenza trivalente, desenvolvida para prevenir formas graves da doença, complicações diversas e mortes causadas pelo vírus.

O Ministério da Saúde reitera que o imunizante é recomendado e “pré-qualificado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e segue as orientações internacionais. Tanto a OMS quanto a agência reguladora dos Estados Unidos, a Food and Drug Administration (FDA), recomendam o uso de vacinas trivalentes”. A pasta esclarece que a vacina é elaborada com vírus inativados, fragmentados e purificados, o que impede que ela provoque a doença na pessoa imunizada. “Logo, é falso afirmar que a vacina causa gripe mais forte ou aumenta o risco de infecção”, ressaltam os especialistas.

Uma das fontes de confusão, conforme apontado pelo Ministério, reside no fato de que o vírus influenza, junto a outros vírus respiratórios como parainfluenza, covid-19, VSR e rinovírus, circula com maior intensidade nos períodos de outono e inverno. “Pessoas vacinadas podem ser infectadas por outros vírus respiratórios no mesmo período e apresentar sintomas semelhantes aos da gripe, o que pode gerar a falsa impressão de que a vacina não funcionou”, explicam. No entanto, o benefício é claro: “Na prática, a imunização reduz a chance de desenvolver sintomas graves e diminui significativamente o risco de internações e morte”.

A Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza, que teve início em 28 de abril, prossegue até o dia 30 de maio nas regiões Nordeste, Centro-Oeste, Sul e Sudeste, abrangendo o estado de Goiás. A iniciativa visa imunizar grupos prioritários, incluindo idosos, crianças de 6 meses a menores de 6 anos, gestantes, profissionais da saúde, educadores, pessoas com comorbidades e deficiências, forças de segurança, caminhoneiros e trabalhadores do transporte coletivo. Até o momento, mais de 2,3 milhões de doses já foram distribuídas em todo o país. A importância da vacinação anual é justificada pelo fato de que “a composição da vacina é atualizada a cada ano, conforme orientações da OMS, para acompanhar as cepas mais prevalentes”.

Adicionalmente, o Ministério intensificou a vigilância da Influenza A (H3N2), particularmente do subclado K, que tem sido registrado com frequência em nações da América do Norte. No Brasil, foram identificados apenas quatro casos do subclado K até o momento, os quais foram devidamente analisados por laboratórios de referência nacional, como a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e o Instituto Adolfo Lutz. “A vigilância da Influenza inclui monitoramento contínuo de casos de síndrome gripal e síndrome respiratória aguda grave (SRAG), diagnóstico precoce, investigação de eventos incomuns e fortalecimento do acesso à vacinação e a antivirais”, destaca a pasta.

Para finalizar, o Ministério reforça: “A vacina contra a gripe não aumenta o risco da doença, ela salva vidas. Aderir à imunização é a forma mais eficaz de proteger a si mesmo e aos mais vulneráveis, reduzindo internações e evitando mortes”. A recomendação é clara: “Não espalhe desinformação. Confira sempre em sites de fontes oficiais, como do Ministérios da Saúde e da OMS, antes de repassar fake news”.

Fonte e Fotos: Agência Brasil

https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2026-04/vacina-da-gripe-nao-aumenta-risco-da-doenca-alerta-ministerio

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