SUS pode ganhar programa de rastreamento do câncer colorretal

Pacientes com câncer colorretal são diagnosticados em estágio avançado

© Câmara Municipal de Afonso Claudio/Divulgação

O Sistema Único de Saúde (SUS) poderá em breve implementar um novo programa de rastreamento para o câncer colorretal, uma doença que afeta o intestino grosso e o reto, com um número crescente de casos e óbitos. Uma diretriz com as orientações para a realização de testes já foi elaborada por especialistas e recebeu um parecer favorável da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec).

A Conitec abrirá em breve uma consulta pública para coletar contribuições da sociedade antes de tomar uma decisão definitiva sobre a incorporação das novas medidas ao SUS. A decisão final caberá ao Ministério da Saúde, que aguarda o andamento do processo.

A diretriz recomenda que todas as pessoas entre 50 e 75 anos, sem fatores de risco, realizem um teste imunoquímico para identificar sangue oculto nas fezes a cada dois anos. Em caso positivo, o paciente será encaminhado para uma colonoscopia, a fim de detectar a causa do sangramento e receber o tratamento adequado.

Segundo Arn Migowski, epidemiologista do Instituto Nacional do Câncer (Inca), a implementação de um programa de rastreamento organizado pode ter um benefício adicional, diminuindo o número de novos casos, já que “no caso do câncer colorretal, você pode detectar lesões pré-cancerosas. Ou seja, o objetivo principal é diminuir a mortalidade, mas a gente pode conseguir também diminui um pouco o número de novos casos”.

O grupo de trabalho continua a discutir a melhor forma de implementar as medidas no sistema público brasileiro, que deve ser feito de forma escalonada, começando em alguns locais e expandindo progressivamente para todo o país.

A presidente da Associação de Gastroenterologia do Rio de Janeiro, Renata Fróes, reforça a importância do rastreamento, pois “o câncer colorretal ou de intestino não costuma apresentar sintomas precoces, pode ocorrer sangramento, mas não costuma ser visível”. Durante a colonoscopia, o médico pode verificar se o paciente desenvolveu algum pólipo adenomatoso, tipo de lesão pré-cancerígena, que pode ser removido para impedir a progressão para o câncer. A médica recomenda a realização da colonoscopia a partir dos 45 anos.

Renata Fróes alerta para sinais como sangramento oculto, emagrecimento, dor abdominal e mudança do hábito intestinal, que devem ser investigados com urgência, pois podem ser sintomas de câncer em estágio mais avançado.

Fonte e Fotos: Agência Brasil

https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2026-03/rastreamento-para-cancer-colorretal-pode-ser-implementado-no-sus

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