CNU Aumenta a Representatividade e Diversidade no Serviço Público, Aponta Ministra
© Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
Brasília – O Concurso Público Nacional Unificado (CNU) tem o potencial de transformar o serviço público brasileiro, tornando-o mais representativo da diversidade da sociedade. Essa é a análise da ministra da Gestão e Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, durante a apresentação do balanço da última edição do concurso, realizada nesta terça-feira (17).
Segundo a ministra, as edições de 2024 e 2025 do CNU visam “reconstruir a capacidade de fazer políticas públicas” e “trazer para dentro do serviço público brasileiro pessoas que representem toda a nossa diversidade, seja regional, seja étnica ou racial, seja de gênero”.
Os dados apresentados revelam que a representatividade tem aumentado. Quatro em cada dez candidatos aprovados na última edição do CNU foram selecionados através de cotas, incluindo pessoas negras (29,7%), indígenas (2%), quilombolas (1,2%) ou com deficiência (7,6%). A proporção de aprovados via cotas no CNU 2025 (40,5%) superou a do CNU 2024 (33,6%).
Além disso, o percentual de mulheres aprovadas cresceu de 37% para 48,4% entre as duas edições do concurso, e a participação de candidatos da Região Nordeste aumentou de 26% para 29,3%. No CNU 2025, o Sudeste liderou com 34,5% das aprovações, seguido pelo Centro-Oeste, com 25,3%. Norte e Sul representaram, respectivamente, 5,2% e 5,7% dos aprovados. Os aprovados no CNU 2025 são provenientes de 578 cidades diferentes, abrangendo mais de 10% dos municípios brasileiros.
A ministra Esther Dweck também informou que o número de servidores que ingressaram no serviço público desde 2023 é de 19.381. No mesmo período, 16.546 servidores se aposentaram, resultando em um saldo positivo de 2.835 servidores na administração pública federal. Apesar desse aumento, Dweck ressalta que o número não compensa as perdas de pessoal ocorridas entre 2016 e 2022, totalizando 73.580 servidores federais a menos.
A ministra alerta que a falta de pessoal pode comprometer a formulação e execução de políticas públicas, e que a situação pode se agravar com as aposentadorias previstas para o período de 2026 a 2030. “Portanto, está muito longe de ter uma máquina [pública] inchada”, afirma Dweck.
Ela garante que as contratações e remunerações dos servidores públicos estão em conformidade com o arcabouço fiscal, conforme estabelecido pela Lei Complementar nº 200/2023. Diante da carência de servidores, Dweck defende a realização de novos concursos, incluindo para professores e técnicos das universidades e institutos federais, assegurando que as novas admissões não terão impacto orçamentário acima do permitido por lei: “Não tem como não fazer dentro das regras fiscais”.
Fonte e Fotos: Agência Brasil
https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2026-03/cnu-aumentou-diversidade-no-servico-publico-destaca-esther-dweck
