Rio busca em Nova York modelo de segurança com análise de dados e monitoramento remoto
© Fernando Frazão/Agência Brasil
O chefe do Departamento de Polícia da cidade de Nova York, Michael J. LiPetri, durante visita ao Rio de Janeiro, defendeu a utilização de monitoramento remoto e ciência de dados como ferramentas essenciais para aprimorar a segurança pública. A prefeitura carioca demonstra interesse no modelo nova-iorquino, visando a formação da sua nova Força Municipal, divisão de elite armada da Guarda Municipal, com previsão de início de atuação em março.
Durante sua visita, LiPetri conheceu a Central de Inteligência, Vigilância e Tecnologia em Apoio à Segurança Pública (CIVITAS Rio), onde compartilhou experiências com o prefeito Eduardo Paes. Segundo LiPetri, “Em Nova York, priorizamos colocar o melhor cientista de dados trabalhando em conjunto com o comandante da polícia. Eles conseguem mapear a cidade e ter uma noção de previsibilidade dos crimes”. Ele também exemplificou como a análise de dados permitiu à polícia de Nova York otimizar a alocação de recursos, resultando no “ano mais seguro da história da cidade no ano passado”.
A prefeitura do Rio de Janeiro se inspira no CompStat, ferramenta de gestão estratégica baseada em dados utilizada em Nova York desde os anos 1990. O novo Sistema de Segurança Municipal (SSM) carioca focará em 22 áreas prioritárias, com o objetivo de mapear o crime, realizar reuniões semanais para análise de resultados, alocar o efetivo de forma estratégica e priorizar a prevenção, responsabilizando os comandantes.
O secretário de Segurança Urbana do Rio, Breno Carnevale, destacou que a Força Municipal focará no combate a furtos e roubos, complementando o trabalho das polícias Civil e Militar. Os agentes utilizarão câmeras corporais, GPS em tempo real e serão monitorados no Centro de Operações da Prefeitura. Para Eduardo Paes, o diferencial da nova força será a atuação baseada em planejamento, gestão por indicadores e ajustes rápidos de estratégia. Carnevale complementou que “Foram mais de 500 horas de treinamento […] para que eles possam colocar os pés na rua mais capacitados”.
Uma das preocupações levantadas em relação à Força Municipal é a capacidade de diálogo e atuação conjunta com as forças de segurança estaduais. No entanto, o prefeito garantiu que “A integração com a Polícia Militar e com a Secretaria de Segurança do Estado já está acontecendo […] Há um encaminhamento sereno a esse respeito”.
A criação da Força Municipal enfrentou críticas, com vereadoras como Mônica Cunha (PSOL) e Maíra do MST (PT) argumentando que a nova força armada pode aumentar a insegurança para grupos sociais já vulneráveis.
Fonte e Fotos: Agência Brasil
https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2026-02/prefeitura-do-rio-mira-modelo-de-ny-para-forca-municipal-armada
