Brasil e quase 100 países condenam expansão de Israel na Cisjordânia
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O Brasil, juntamente com cerca de uma centena de outras nações, expressou forte oposição à expansão de Israel na Cisjordânia em comunicado divulgado nesta quarta-feira (18). A reação internacional surge após o governo israelense aprovar, no último domingo (15), a reabertura do registro de terras na Cisjordânia ocupada, medida que possibilita a colonos israelenses a aquisição definitiva de propriedades na região.
A decisão israelense é vista pelos palestinos como uma “anexação de fato” do território. Em resposta, os países signatários do comunicado conjunto, divulgado pelo Ministério das Relações Exteriores do Brasil (MRE), declararam que a ação unilateral de Israel contraria o direito internacional. “Reiteramos a nossa rejeição a todas as medidas destinadas a alterar a composição demográfica, o caráter e o status do Território Palestino Ocupado desde 1967, incluindo Jerusalém Oriental. Tais medidas violam o direito internacional, minam os esforços em curso em prol da paz e da estabilidade na região, vão de encontro ao Plano Abrangente e colocam em risco a perspectiva de alcançar um acordo de paz que ponha fim ao conflito”, aponta a nota.
As nações reafirmaram o compromisso de tomar medidas, baseadas no direito internacional e nas resoluções da ONU, visando “contribuir para a concretização do direito do povo palestino à autodeterminação e para enfrentar a política ilegal de assentamentos no Território Palestino Ocupado, incluindo Jerusalém Oriental, bem como políticas e ameaças de deslocamento forçado e anexação”.
A Cisjordânia, área disputada por palestinos para a formação de um futuro Estado, encontra-se majoritariamente sob controle militar israelense, com autonomia palestina restrita a algumas áreas administradas pela Autoridade Palestina.
Em defesa da medida, o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, alegou que o registro de terras é essencial para a segurança, enquanto o gabinete do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu justificou a ação como uma “resposta adequada aos processos ilegais de registro de terras promovidos pela Autoridade Palestina”, segundo a Agência Reuters.
A presidência palestina, por sua vez, condenou a reabertura do registro de terras, classificando-a como “uma anexação de fato do território palestino ocupado e uma declaração do início de planos de anexação que visam consolidar a ocupação por meio de atividades de colonização ilegais”.
Fonte e Fotos: Agência Brasil
https://agenciabrasil.ebc.com.br/internacional/noticia/2026-02/brasil-e-mais-100-paises-condenam-expansao-de-israel-na-cisjordania
