Alerta de alta nos casos de doenças respiratórias infantis após o Carnaval

Atendimento de criança com doença respiratória no Hecad

Saúde alerta para aumento de casos de doenças respiratórias após o Carnaval

O aumento de casos de doenças respiratórias em crianças e adolescentes já preocupa a Secretaria de Estado da Saúde (SES), que antecipa um crescimento ainda maior após o Carnaval, impulsionado pelas aglomerações típicas do período. O Hospital Estadual da Criança e do Adolescente (Hecad) tem registrado um aumento na demanda desde o início do ano, contrariando a tendência de elevação dos atendimentos a partir de março.

Em janeiro, o Hecad contabilizou 574 atendimentos relacionados a problemas respiratórios, e nos primeiros dez dias de fevereiro, foram mais de 310 casos, representando um aumento de 72% na média diária em relação a janeiro. Os principais diagnósticos incluem gripes, bronquiolites, pneumonias e infecções virais, como Influenza e Vírus Sincicial Respiratório (VSR).

A gerente de Enfermagem do Hecad, Bruna Barbosa, afirma que: “Estamos monitorando esse crescimento com atenção e organizando a assistência para garantir atendimento seguro e de qualidade às crianças que chegam à unidade”.

A SES alerta que o período sazonal de doenças respiratórias pode ser mais intenso em 2026, com a projeção de que o volume de atendimentos ultrapasse em até 12% o total registrado no ano anterior, caso o ritmo de fevereiro se mantenha.

A pasta reforça a importância de medidas preventivas, como manter a vacinação em dia, higienizar as mãos frequentemente e evitar aglomerações. A diretora técnica assistencial do Hecad, Flávia Godoy, orienta: “É fundamental que os responsáveis redobrem os cuidados, evitem a exposição desnecessária das crianças a ambientes com grande circulação de pessoas e procurem atendimento ao primeiro sinal de agravamento dos sintomas”.

Além disso, a SES destaca a importância da vacina contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), disponível no SUS para gestantes entre a 28ª e a 36ª semana de gravidez, preferencialmente entre 32 e 36 semanas. A imunização permite a transferência de anticorpos da mãe para o bebê, protegendo-o contra formas graves da doença nos primeiros seis meses de vida. A vacina deve ser administrada a cada gestação e está disponível nas Unidades Básicas de Saúde (UBS).

Fonte e Fotos: Agência Cora de Notícias

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