Saúde indígena: Proadi-SUS atende 24 mil em áreas remotas do país
© Marcelo Camargo/Agência Brasil
O Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema de Saúde (Proadi-SUS), iniciativa do Ministério da Saúde, alcançou a marca de mais de 24 mil indígenas atendidos em comunidades remotas e isoladas por todo o país. A abrangente atuação do Proadi-SUS tem sido fundamental para levar assistência médica e serviços de saúde a áreas de difícil acesso, por meio de uma estratégia inovadora que inclui telessaúde e parcerias estratégicas.
A capilaridade do Proadi-SUS se manifesta através dos 34 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs), que são a porta de entrada para uma série de serviços cruciais. Entre as ofertas destacam-se o pré-natal, essencial para a saúde materno-infantil, programas de capacitação voltados para atuação em saneamento básico e o acesso a teleconsultas, que minimizam a necessidade de deslocamentos longos e complexos.
A operacionalização desses serviços de saúde indígena conta com o suporte de importantes instituições hospitalares privadas. Elas fornecem plataformas eletrônicas robustas que estabelecem uma conexão direta entre profissionais de saúde das Unidades Básicas e centros menores localizados nas diversas regiões indígenas mais distantes, potencializando o alcance da assistência.
Avanços na Telessaúde para Populações Indígenas
A expansão do Proadi-SUS tem apresentado avanços notáveis, particularmente nas regiões Norte e Nordeste do Brasil. Nessas localidades, o programa tem ampliado a oferta de cuidados especializados e o acesso a tecnologias de saúde que transformam a realidade local.
Exemplos concretos desse impacto podem ser vistos em Alagoas e no Maranhão, onde 22 comunidades indígenas já foram alcançadas, somando 256 teleconsultas e 178 pacientes atendidos. Esses serviços foram viabilizados por meio da colaboração entre o Proadi-SUS e a Beneficência Portuguesa, de São Paulo, reforçando a parceria público-privada para a saúde indígena.
Em outra frente de atuação, nas comunidades da Paraíba e do Piauí, a rede Hcor demonstrou a eficácia da telessaúde ao realizar 822 teleconsultas. O projeto alcançou um percentual médio de resolução de mais de 90% dos casos, um dado que se traduziu na prevenção de 747 encaminhamentos para outros níveis de atenção, otimizando recursos e evitando a sobrecarga de hospitais maiores.
Fortalecendo a Saúde Materno-Infantil e Rastreamento de Doenças
Na Região Norte, especificamente em Rondônia, o projeto TeleAMEs, desenvolvido pelo renomado Einstein Hospital Israelita, promoveu a instalação de três pontos de telessaúde em unidades indígenas. Essa iniciativa beneficiou diretamente 315 indígenas pertencentes às etnias Karitiana, Suruí e Cinta Larga, facilitando o acesso a diagnósticos e tratamentos.
Ainda sob a chancela do Einstein, o programa também tem promovido melhorias significativas em indicadores de saúde materno-infantil. Na área Xavante, em Mato Grosso, o projeto “Melhoria para Saúde Materna e Infantil e Prevenção ao Câncer do Colo do Útero na Saúde Indígena (MICC)” trouxe resultados expressivos: a cobertura de rastreamento do câncer aumentou para 76%, enquanto o acompanhamento de gestantes ultrapassou 96%. Tais índices demonstram o sucesso das estratégias do Proadi-SUS em prevenir doenças e garantir o bem-estar de mães e filhos nas comunidades indígenas.
Fonte e Fotos: Agência Brasil
https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2026-04/programa-de-saude-do-governo-ja-atendeu-mais-de-24-mil-indigenas
